O governo federal apresentou o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF) como instrumento de financiamento para a conservação de florestas tropicais, com meta mínima de captar US$ 25 bilhões.
Até o momento, três países oficializaram aportes: a Noruega comprometeu US$ 3 bilhões ao longo de dez anos, a Indonésia confirmou US$ 1 bilhão e o Brasil aportou US$ 1 bilhão.

A Noruega fez o anúncio no dia 6 de novembro, superando as expectativas do governo brasileiro, que via possibilidade de aporte escalonado. O TFFF foi apresentado como uma das principais iniciativas da delegação brasileira para a COP30, realizada em Belém.
Até agora, 53 países endossaram a declaração de apoio ao fundo, embora poucos tenham efetuado contribuições financeiras. A Portugal realizou aporte simbólico de € 1 milhão (aproximadamente R$ 6,2 milhões). A França sinalizou investimento de € 500 milhões, e há expectativa sobre a Alemanha, que não divulgou valor oficial até o momento.
Por outro lado, a Reino Unido e a Finlândia comunicaram que não irão liberar recursos neste momento. A meta definida pelo Ministério da Fazenda é alcançar US$ 25 bilhões entre governos e organizações filantrópicas, sendo que já foram levantados US$ 5 bilhões (20% da meta). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil espera levantar US$ 10 bilhões até o fim da presidência brasileira na COP em 2026 — com 50% desse montante já confirmado.
O mecanismo prevê alavancagem: cada dólar público aplicável deverá atrair cerca de quatro dólares de recursos privados, conforme estimativa oficial. Quanto à contribuição da Noruega, o valor será distribuído ao longo de dez anos e está condicionado à capitalização do fundo. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, destacou o papel do mecanismo no controle do desmatamento e na perda de biodiversidade.
A ausência de aporte imediato do Reino Unido foi indicada nos bastidores como motivo de insatisfação por parte do governo brasileiro. Já a Finlândia afirmou apoio à iniciativa, mas descartou participação financeira no presente momento.
O Brasil também considera como potenciais investidores países como Canadá, China, Austrália, Bélgica, Japão e outros que endossaram a declaração porém ainda não liberaram valores. O governo brasileiro espera ainda o anúncio oficial da Alemanha e avalia que bancos regionais e multilaterais poderão se engajar no TFFF em breve, incluindo o Banco dos BRICS, cuja presidência é atribuída à Dilma Rousseff.

O lançamento do fundo e os primeiros aportes podem influenciar a posição do Brasil durante a COP30 e abrir caminho para mobilização de capital privado em projetos de conservação florestal no país.
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