O Governo do Rio Grande do Sul deu início à etapa de campo do levantamento batimétrico no Guaíba, com foco na medição da profundidade e do relevo subaquático do lago e de outros grandes rios da Região Metropolitana. A ação faz parte do Eixo 2 do projeto Desassorear RS, ligado ao Plano Rio Grande. O trabalho de campo teve início na manhã desta quarta-feira (9), utilizando embarcação equipada com ecobatímetro e sistema GPS para coletar dados sobre o fundo dos corpos hídricos a cada dois metros de deslocamento.
O levantamento compreende um total de 2.589 quilômetros de extensão, abrangendo, além do Guaíba, o Delta do Jacuí e os rios Caí, Sinos e Gravataí. Os dados obtidos servirão para identificar pontos de acúmulo de sedimentos que possam comprometer o escoamento da água e auxiliar na modelagem hidrodinâmica, contribuindo para a análise de risco de inundações e a definição de intervenções futuras.

Com orçamento de R$ 45,9 milhões, a iniciativa destina-se especificamente aos rios de grande porte e teve início formal com a publicação da ordem de início no Diário Oficial do Estado em 30 de maio, após a finalização do plano de trabalho. A execução está a cargo de um consórcio de empresas contratado por meio de processo licitatório iniciado em janeiro deste ano, após a tramitação de etapas internas que começaram em julho de 2024.
As análises técnicas ocorrerão conforme os dados forem sendo entregues pelas empresas responsáveis. Os resultados devem contribuir com a definição da necessidade de dragagem em áreas críticas. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), o levantamento é considerado uma etapa essencial para fundamentar decisões técnicas e avaliar a viabilidade de intervenções como o desassoreamento.

O estudo vem sendo planejado desde julho de 2024, com a abertura do processo administrativo (Proa). Em seguida, foram realizadas aprovações técnicas e jurídicas por diversos órgãos estaduais, incluindo Comitê Científico, Central de Licitações (Celic), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), até a consolidação do credenciamento das empresas interessadas e a publicação oficial dos blocos de trabalho.