A crise envolvendo a CEEE Equatorial no Rio Grande do Sul atingiu um novo patamar com o avanço da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para investigar a concessionária. A investigação foi motivada por um volume expressivo de reclamações relacionadas a interrupções prolongadas de energia e falhas no atendimento ao consumidor.

Os parlamentares argumentam que os problemas evoluíram de eventos isolados para um padrão de precarização do serviço, prejudicando residências, o comércio, a produção rural e serviços essenciais. A CPI foca em três frentes principais de apuração:
-
Negligência Operacional: Se houve falhas graves na condução das atividades diárias da empresa.
-
Investimentos: Se os aportes financeiros prometidos em contrato foram efetivamente realizados.
-
Respostas a Emergências: Se a atuação da empresa foi adequada para restabelecer o serviço em situações que deixaram milhares de gaúchos sem luz.

O cenário político gaúcho agora discute abertamente a possibilidade de revisão ou perda da concessão caso as irregularidades sejam confirmadas. Embora a Equatorial negue qualquer descumprimento contratual, a pressão sobre o governo estadual e órgãos reguladores aumentou significativamente com a formalização das investigações.