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Quinta-feira, 14 de Maio 2026

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Juliano Cazarré gera repercussão ao afirmar durante debate na TV que “mais mulheres mataram homens”

Fala do ator sobre números de homicídios gerou contestação de especialistas e ampla repercussão nas redes sociais

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Juliano Cazarré gera repercussão ao afirmar durante debate na TV que “mais mulheres mataram homens”
Reprodução/Redes sociais
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O ator Juliano Cazarré participou, na noite de terça-feira (12), de um debate exibido pelo programa GloboNews Debate sobre “o papel do homem nos tempos atuais”. A discussão contou também com a presença da psicanalista Vera Iaconelli e do consultor em equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos.

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Trechos da participação do ator passaram a circular nas redes sociais após ele afirmar que, no Brasil, “mais mulheres mataram homens” do que homens mataram mulheres. Durante o programa, Cazarré declarou que “2.500 homens” teriam sido assassinados por mulheres, enquanto “1.500 mulheres” teriam sido mortas por homens, sem apresentar a origem ou o período dos dados mencionados.

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A fala foi questionada por Ismael dos Anjos, que afirmou que a comparação desconsidera a definição jurídica de feminicídio, caracterizado quando a morte de uma mulher ocorre em razão do gênero. Segundo ele, os números relacionados ao feminicídio não representam o total de homicídios de mulheres registrados no país.

O debate também abordou o evento “O Farol e a Forja”, divulgado por Cazarré como um encontro voltado ao público masculino. A programação está prevista para ocorrer entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo.

De acordo com a divulgação do projeto, as atividades serão organizadas em três eixos: vida profissional e liderança; vida pessoal e familiar; e temas ligados à masculinidade e cristianismo. Durante o programa, o ator afirmou que a proposta busca dialogar com homens e jovens que, segundo ele, não se sentem representados nos debates atuais sobre masculinidade.

A psicanalista Vera Iaconelli também contestou parte das declarações feitas durante o debate. Ela afirmou que discussões sobre violência de gênero exigem escuta das experiências relatadas por mulheres e defendeu a revisão de padrões ligados à masculinidade.

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Após a exibição do programa, o tema gerou manifestações nas redes sociais, com usuários repercutindo as falas dos participantes e debatendo questões relacionadas à violência de gênero, masculinidade e representatividade masculina em espaços públicos de discussão.

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