Um grupo de criminosos invadiu uma unidade da vinícola Marchesi Antinori, na região da Toscana, na Itália, e furtou uma grande quantidade de garrafas de vinho de alto valor comercial. Durante a ação, os suspeitos carregaram dois caminhões com produtos armazenados no local. O prejuízo foi estimado em 29 milhões, embora a moeda não tenha sido esclarecida nas informações divulgadas.
De acordo com os relatos, os invasores utilizaram uma empilhadeira que estava no próprio armazém para transportar as caixas de vinho até os veículos.
As garrafas estavam preparadas para uma operação de exportação prevista para segunda-feira (5). Segundo os responsáveis pela vinícola, esse tipo de remessa ocorre apenas duas vezes por ano, o que levantou suspeitas sobre a possibilidade de os criminosos terem recebido informações antecipadas.
Vinhos de luxo estavam entre os produtos furtados
Entre os rótulos levados estão Guado al Tasso, Solaia e Tignanello, produzidos pela Marchesi Antinori e reconhecidos internacionalmente no mercado de vinhos de alto padrão.
Dependendo da safra e da disponibilidade, algumas dessas garrafas podem alcançar valores próximos de R$ 7 mil por unidade.
A quantidade exata de garrafas furtadas não foi informada.
Seguro cobrirá apenas parte do prejuízo
O diretor-executivo da vinícola lamentou o ocorrido e afirmou que a empresa não estava preparada para uma ação dessa proporção.
“Não estávamos preparados para algo assim. Temos seguro, mas infelizmente ele só cobrirá um décimo do valor”, declarou.
Caso a estimativa apresentada seja confirmada, a cobertura do seguro representará apenas uma pequena parcela das perdas financeiras provocadas pelo furto.
Polícia investiga possível participação de informantes
A polícia da região de Cortona, na Toscana, está responsável pela investigação e trabalha para identificar os envolvidos e localizar as garrafas furtadas.
Uma das hipóteses consideradas é a possibilidade de os criminosos terem recebido informações sobre o armazenamento dos produtos e a data prevista para a exportação.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos identificados, prisões ou recuperação da carga.
A investigação deverá esclarecer como o grupo conseguiu acessar o armazém, utilizar os equipamentos disponíveis e retirar dois caminhões carregados de vinho sem ser impedido.
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