A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte de Miriane Lacerda Vieira, 24 anos, ocorrida em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, e indiciou Maria Fernanda Morais Quevedo, 29 anos, pelo crime de feminicídio. A investigada está presa na Penitenciária Modulada de Ijuí desde a última sexta-feira (27), após receber alta hospitalar.
O crime aconteceu na residência onde o casal morava, localizada no bairro São Geraldo. De acordo com a investigação, Miriane foi atingida por golpes de faca e morreu no local. A principal suspeita apontada desde o início das apurações é a companheira da vítima.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Amílcar Souza Neto, Maria Fernanda foi encaminhada ao hospital logo após o fato, pois teria tentado tirar a própria vida. Ela passou por procedimento cirúrgico e permaneceu internada sob custódia policial até receber alta médica. Após a liberação hospitalar, foi transferida ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Durante o depoimento prestado à Polícia Civil, a investigada optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio. Conforme informado pela autoridade policial, testemunhas foram ouvidas ao longo da investigação e os elementos reunidos subsidiaram o indiciamento por feminicídio, tipificação aplicada quando o crime é cometido no contexto de violência doméstica e familiar ou em razão da condição de gênero da vítima.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário, que dará sequência à tramitação do caso. Caberá ao Ministério Público analisar as provas produzidas e decidir sobre o oferecimento de denúncia.
Miriane Lacerda Vieira residia em Ijuí havia cerca de um ano e meio, período em que passou a viver com a companheira. O sepultamento ocorreu no dia 24 de fevereiro, no Cemitério de Lagoão.
O caso integra as estatísticas de violência contra a mulher no Estado e será analisado pela Justiça nos próximos meses, conforme os prazos e etapas previstos na legislação penal brasileira.
Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:
Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.
Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.
Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.
Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.
Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.
Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.
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