Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 29 de Julho 2026
☂️ Tempo e Clima

Projeções mantêm Guaíba em nível de atenção, mas cenário de inundação não é descartado

Modelos meteorológicos apresentam resultados distintos sobre o impacto das chuvas previstas; acumulados podem superar 200 milímetros no Estado até o início de agosto

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Projeções mantêm Guaíba em nível de atenção, mas cenário de inundação não é descartado
Reprodução/TVGO
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

As previsões hidrológicas para os próximos dias indicam que o nível do Guaíba poderá subir em razão do volume de chuva esperado no Rio Grande do Sul, embora ainda não haja consenso entre os órgãos responsáveis pelo monitoramento sobre a possibilidade de inundação. A atualização dos cenários dependerá da distribuição das precipitações previstas ao longo da semana.

Parceiros da TVGO
Parceiros da TVGO

Na manhã de segunda-feira (27), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul divulgaram boletim apontando quatro cenários para o comportamento do Guaíba. Em apenas um deles há previsão de que o nível ultrapasse a cota de inundação a partir de 3 de agosto. Nos demais, a projeção indica que o lago permanecerá abaixo da cota de alerta.

Leia Também:

Segundo o boletim, todos os modelos meteorológicos convergem quanto à ocorrência de chuvas persistentes no Estado, porém apresentam diferenças sobre a localização e a intensidade dos maiores acumulados. Essa variação influencia diretamente o volume de água que chegará às bacias hidrográficas responsáveis pela elevação do nível do Guaíba nos dias seguintes.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que, com base nas projeções atualmente disponíveis, o cenário mais provável é de o Guaíba atingir, no máximo, a cota de atenção entre os dias 31 de julho e 1º de agosto. O órgão ressalta, entretanto, que as previsões são revisadas continuamente conforme novos dados meteorológicos são incorporados aos modelos.

Para elaborar suas projeções, a Defesa Civil utiliza principalmente os modelos meteorológicos globais ECMWF, de origem europeia, e GFS, dos Estados Unidos. À medida que o evento se aproxima, também são incorporadas análises de modelos regionais, que oferecem maior detalhamento espacial e temporal das áreas de chuva.

Já o cenário mais elevado apresentado pelo SGB e pelo IPH é baseado no modelo ETA. Conforme especialistas, as diferenças entre os modelos decorrem das incertezas sobre onde ocorrerão os maiores volumes de precipitação.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), caso as chuvas mais intensas se concentrem entre 100 e 150 quilômetros mais ao norte em relação às previsões atuais, um número maior de bacias hidrográficas poderá receber elevados acumulados, aumentando o volume de água que posteriormente escoará para o Guaíba.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul também destacam que ainda não é possível definir qual cenário prevalecerá. A recomendação é acompanhar as atualizações dos boletins meteorológicos e hidrológicos ao longo da semana, já que pequenas mudanças na localização das chuvas podem alterar significativamente as projeções.

Parceiros da TVGO
Parceiros da TVGO

Durante coletiva realizada na segunda-feira, o governo estadual reforçou que o monitoramento permanece contínuo e que as decisões serão tomadas conforme a evolução das condições meteorológicas. A Defesa Civil acrescentou que os estudos produzidos pelo SGB e pelo IPH são utilizados como suporte técnico, embora sejam elaborados a partir de metodologias e modelos distintos dos empregados pelo órgão estadual.

Entre segunda-feira (27) e domingo (2), a previsão indica acumulados superiores a 200 milímetros em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. O volume de chuva já coloca em estado de atenção diversos cursos d'água, com monitoramento reforçado para os rios Ibicuí, Ibirapuitã, Santa Maria, Quaraí, Jacuí, Caí e Sinos, devido ao risco de elevação dos níveis e ocorrência de inundações em áreas vulneráveis.

FONTE/CRÉDITOS: Contém informações de GZH

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR