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Quarta-feira, 22 de Julho 2026
🚔 Segurança e Justiça

Mulher é condenada a 26 anos e 8 meses de prisão por homicídio de fotógrafo ocorrido em 2015 em Canoas

Ré foi julgada sem comparecer ao Tribunal do Júri; vítima de 22 anos foi atingida por 19 disparos e encontrada na Praia de Paquetá

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Mulher é condenada a 26 anos e 8 meses de prisão por homicídio de fotógrafo ocorrido em 2015 em Canoas
Divulgação/MPRS
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O Tribunal do Júri da Comarca de Canoas condenou, na terça-feira (10), Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, a 26 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelo homicídio do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime ocorreu em julho de 2015 na Região Metropolitana de Porto Alegre.

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a vítima, então com 22 anos, foi atraída para um encontro e acabou levada a um local onde ocorreu o ataque. O corpo foi localizado posteriormente na Praia de Paquetá, em Canoas. A perícia apontou que o fotógrafo foi atingido por 19 disparos de arma de fogo.

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O conselho de sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A ré não compareceu ao julgamento e é considerada foragida pela Justiça, com mandado de prisão em aberto.

O júri teve início pouco antes das 10h no Fórum de Canoas e foi concluído por volta das 19h. Durante a sessão foi ouvida uma testemunha de acusação, o delegado responsável pela investigação do caso. Familiares da vítima acompanharam o julgamento no plenário.

Segundo o Ministério Público, Paula mantinha relacionamento com o fotógrafo e também com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do crime. Ele foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado.

O caso já havia sido analisado pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2023, quando a acusada foi absolvida da imputação de homicídio e o crime de ocultação de cadáver foi considerado prescrito. O Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento em abril de 2025, por entender que o veredito anterior contrariava as provas apresentadas no processo. A decisão tornou-se definitiva em agosto do mesmo ano.

Durante o processo, o advogado que atuava na defesa comunicou que não participaria da sessão e apresentou renúncia ao caso, além de solicitar adiamento do julgamento por motivo de saúde. O pedido foi negado pelo magistrado responsável. O júri ocorreu mesmo com a ausência da ré, situação prevista na legislação quando o acusado, mesmo intimado, não comparece aos atos processuais. Nesses casos, o processo segue com a garantia de defesa técnica por advogado ou defensor público.

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Antes do crime, José Gustavo Bertuol Gargioni havia trabalhado como fotógrafo do Palácio Piratini durante parte do mandato do então governador Tarso Genro e posteriormente atuava em uma produtora de eventos em Canoas.

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