A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11) a terceira fase da Operação Barco de Papel, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. Durante a ação em um apartamento localizado no 30º andar de um prédio em Balneário Camboriú, uma mala contendo dinheiro em espécie foi arremessada pela janela no momento da chegada dos agentes. Segundo a contagem realizada no local, foram recolhidos R$ 429 mil. Além do valor, a PF apreendeu dois veículos de luxo, dois smartphones e documentos.
A operação investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. O foco está em supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi recentemente liquidada pelo Banco Central.
As ordens judiciais desta fase foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. A PF apura investimentos de quase R$ 1 bilhão realizados entre 2023 e 2024, que, conforme a corporação, podem ter colocado em risco recursos vinculados a cerca de 235 mil aposentados e pensionistas.
No início do mês, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso no município de Itatiaia (RJ), suspeito de obstrução e ocultação de provas. A investigação também já resultou na prisão dos irmãos gêmeos Rafael e Rodrigo Schmitz.
A Polícia Federal segue apurando a origem do dinheiro encontrado e a responsabilidade dos envolvidos. O Rioprevidência informou que está à disposição das autoridades e declarou que o pagamento a aposentados e pensionistas não está ameaçado.
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