A greve dos professores da rede municipal de ensino de Canoas seguirá por tempo indeterminado após a categoria rejeitar, pela segunda vez, proposta apresentada pela prefeitura. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (27).
O movimento teve início na quarta-feira (22) e, segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), cerca de 60% das escolas municipais registraram paralisação parcial ou total desde o começo da mobilização.
A proposta do Executivo municipal previa o pagamento do reajuste salarial de 4,26% em seis parcelas, a partir da folha de pagamento de maio. Inicialmente, a reposição havia sido proposta em oito parcelas. Os professores defendem o pagamento integral do índice em parcela única.
Além da reposição salarial, a categoria reivindica a concessão de gratificações, a nomeação de aprovados em concurso público realizado no ano passado e reforço na segurança das escolas, com presença de vigilantes e porteiros.
Em nota oficial, a prefeitura informou que mantém negociações com representantes da categoria e afirmou ter atingido o limite da capacidade financeira do município. Segundo a administração, as despesas atuais comprometem mais de 95% da receita municipal.
O Executivo também destacou a criação de vale-alimentação estimado em R$ 604 mensais para os professores, além da garantia da reposição inflacionária de 2025 e da aplicação do piso nacional do magistério.
Conforme a prefeitura, a paralisação afeta aproximadamente 30 mil estudantes da rede municipal e suas famílias. Até o fechamento desta edição, não havia definição sobre nova assembleia ou previsão para encerramento da greve.
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