O Ronaldo Caiado foi anunciado nesta segunda-feira (30) como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD. A definição ocorreu na sede nacional da legenda, em São Paulo, após um processo interno que envolveu a disputa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Durante o anúncio, Caiado afirmou que, caso eleito, pretende adotar como uma das primeiras medidas a concessão de anistia aos condenados pelos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados por tentativa de golpe de Estado. O pré-candidato também mencionou sua atuação administrativa e destacou temas como segurança pública.
A escolha de Caiado foi consolidada após a retirada do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que participava da disputa interna. A decisão ocorreu após reuniões com lideranças partidárias e avaliação de fatores políticos e pessoais. Com a saída, dirigentes da legenda passaram a considerar a indicação de Caiado como caminho provável.
O processo de definição durou cerca de nove meses e foi conduzido sob coordenação do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. A oficialização ocorre antes do prazo legal de desincompatibilização, e a candidatura ainda depende de confirmação em convenção partidária prevista para o meio do ano.
Parte do partido defendia o nome de Eduardo Leite, apontado por integrantes como alternativa com capacidade de diálogo fora da polarização nacional. Após a decisão, parlamentares do PSD no Rio Grande do Sul divulgaram manifestação indicando que a escolha não garante apoio automático à pré-candidatura de Caiado. Leite também se posicionou publicamente, criticando a definição adotada pela legenda.
Nos Estados, o PSD apresenta alinhamentos distintos. Em algumas unidades da federação, há apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto em outras há aproximação com o senador Flávio Bolsonaro. Até o momento, Caiado conta com apoio declarado de diretórios como os de Goiás, Paraná e Santa Catarina, que juntos representam cerca de 12,5% do eleitorado nacional.
A legenda deve intensificar articulações para definição de alianças e composição de chapa. Há menções internas ao nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como possível vice, embora ele mantenha pré-candidatura própria.
Caiado se filiou ao PSD em março, após deixar o União Brasil, e passou a direcionar sua atuação política para a disputa presidencial. Entre os desafios identificados por integrantes do partido estão a consolidação de apoio interno e a definição de estratégias em um cenário com múltiplas alianças regionais e diferentes posicionamentos entre os diretórios estaduais.
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