O governo federal lançou neste sábado (30) a plataforma de streaming Tela Brasil, serviço público gratuito voltado à difusão de produções audiovisuais nacionais. A iniciativa disponibiliza, inicialmente, 561 obras entre filmes, séries, documentários, animações, curtas e médias-metragens, acessíveis por meio da conta Gov.br.
O lançamento ocorreu durante o evento Rio2C, realizado na Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Participaram da cerimônia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Desenvolvida pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a plataforma recebeu investimento superior a R$ 10 milhões do governo federal. Conforme o Ministério da Cultura, o projeto busca ampliar o acesso da população ao audiovisual brasileiro e preservar a produção cultural do país.
Neste primeiro momento, o serviço está disponível apenas na versão para navegadores de internet. Os aplicativos para dispositivos Android e iOS deverão ser disponibilizados nos próximos 30 dias, segundo o governo.
Para utilizar a plataforma, o usuário deve acessar o endereço eletrônico da Tela Brasil e realizar o login utilizando sua conta Gov.br. Após a autenticação, todo o conteúdo do catálogo poderá ser assistido gratuitamente.
O acervo inicial reúne 561 produções audiovisuais distribuídas em diferentes formatos. São 267 curtas-metragens, 143 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes e 66 séries. O catálogo contempla obras de ficção, documentários e animações produzidas em diferentes períodos da história do cinema e da televisão brasileira.
Entre os títulos disponíveis estão produções como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Xica da Silva” (1976), “A Hora da Estrela” (1985), “O Quatrilho” (1995), “Carandiru” (2003), “Olga” (2004), “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), “As Duas Irenes” (2017) e “O Grande Circo Místico” (2018).
Na área de documentários, o catálogo inclui obras como “Divinas Divas” (2016), “Um Filme de Cinema” (2017), “My Name Is Now, Elza Soares” (2018), “A Mulher da Luz Própria” (2019) e “Refavela 40” (2019). Também integram a plataforma curtas-metragens como “Qual Queijo Você Quer?” (2011), “O Velho Rei” (2014) e “Inabitável” (2020).
Segundo o governo federal, novos conteúdos deverão ser incorporados ao catálogo ao longo dos próximos meses, ampliando a oferta de produções nacionais disponíveis gratuitamente ao público.
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