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Quarta-feira, 24 de Julho de 2024

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Túnel do Catamarã, em Porto Alegre, ainda não tem previsão de reforma

Pessoas com deficiência encontram dificuldades no local

Pedro Molnar
Por Pedro Molnar
Túnel do Catamarã, em Porto Alegre, ainda não tem previsão de reforma
Marcos Pereira
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Alvo de reportagem muitas vezes, em oito anos, o túnel que dá acesso ao Cais Mauá, em Porto Alegre, ainda não tem previsão de reforma. Enquanto isso, pessoas com necessidade de acessibilidade no local ainda sofrem dificuldades. O local serve como translado entre a Avenida Júlio de Castilhos para aqueles utilizam o Catamarã, que faz a travessia entre Porto Alegre e Guaíba, e aqueles que passeiam com o Cisne Branco, barco turístico do Rio Guaíba.

É grande os obstáculos que o tetraplégico Dango Ribeiro passa quando faz a viagem. Em primeiro lugar, ele pede ajuda para quatro homens na fila de Guaíba para ajudar na descida no Cais, se adiantando para descer as escadas. “É desagradável até hoje não colocarem rampa, todo mundo tem o direito de ir e vir. A gente que depende de uma cadeira de rodas encontra uma situação desumana”, conta. Para ele, o que precisa é alguém que enxergue essa dificuldade de trabalho que passam as pessoas com deficiência.

Segundo a concessionária, o projeto de revitalização do Cais engloba acessibilidade em todo o complexo, que o túnel possui projeto de instalação de plataformas elevatórias inclinadas em ambos os lados, que foi protocolado na Prefeitura e Ministério Público em outubro de 2018. Os projetos de acessibilidade serão executados juntamente com as obras de Revitalização do Cais, cabendo aos operadores que hoje utilizam a área sanarem as questões de acessibilidade para suas operações até a conclusão das obras de Revitalização.

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Em nota, informaram que não é possível precisar uma data. O governo do Estado encerrou o contrato de forma unilateral com a Cais Mauá do Brasil, empresa vencedora da licitação para expandir a área.

Enquanto isto, o projeto deve continuar parado. A Trensurb diz que, de fato, foi responsável pela implantação, como contrapartida ao município e ao estado, buscando manter o acesso ao cais. "A fim de se viabilizar a implantação de uma solução de acessibilidade no local, é necessário que haja um esforço conjunto entre as instituições envolvidas. A Trensurb está, portanto, à disposição para estudar uma solução conjunta para a questão", esclarece. 

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Porto Alegre diz que que executou somente o projeto de acessibilidade, conforme definido em acordo com o Ministério Público, e também estabeleceu que a execução da obra é de responsabilidade do Consórcio Cais Mauá.

 

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