Um levantamento realizado pela seccional gaúcha da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel no RS) indica que 40% dos estabelecimentos do setor no Rio Grande do Sul registraram lucro em janeiro de 2026. O resultado representa redução em relação a dezembro, quando 58% das empresas operaram no positivo.
No mesmo período, 30% dos negócios apresentaram prejuízo, enquanto outros 30% mantiveram equilíbrio financeiro. A pesquisa foi realizada entre 23 de fevereiro e 3 de março.
Os dados também mostram retração na receita. Para 69% dos empresários, o faturamento de janeiro foi inferior ao de dezembro. Outros 18% relataram estabilidade e 12% informaram aumento. Um percentual de 1% corresponde a empresas que não estavam em operação no período anterior.
Segundo o presidente da Abrasel no RS, Leonardo Dorneles, o início do ano trouxe redução nas margens das empresas, embora haja expectativa de recuperação ao longo de 2026, impulsionada por eventos previstos no calendário.
O levantamento aponta ainda que 31% dos estabelecimentos possuem dívidas em atraso. Entre os principais compromissos estão tributos federais, citados por 84% dos endividados, impostos estaduais (56%) e empréstimos bancários (33%).
A pesquisa também indica dificuldades na recomposição de preços. Nos últimos 12 meses, 35% dos empresários não realizaram reajustes. Outros 58% aplicaram aumentos dentro ou abaixo da inflação, enquanto 7% conseguiram repassar valores acima desse índice.
Na capital, Porto Alegre, os indicadores mostram um cenário com maior proporção de empresas em prejuízo. Em janeiro, 43% dos estabelecimentos operaram no negativo, 33% registraram lucro e 22% mantiveram estabilidade. Outros 2% não estavam em atividade no período analisado.
A redução no faturamento também foi relatada por 75% dos empresários da capital. Apenas 4% informaram crescimento e 19% apontaram estabilidade, além de 2% que não operavam anteriormente.
O nível de endividamento em Porto Alegre atinge 38% dos estabelecimentos. As principais pendências envolvem tributos federais (86%), impostos estaduais (59%) e financiamentos bancários (46%).
Em relação aos preços, 22% dos negócios não realizaram reajustes no último ano. Outros 69% aplicaram aumentos dentro ou abaixo da inflação, enquanto 9% conseguiram elevar valores acima desse patamar.
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