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Sábado, 11 de Abril 2026

👔 Política

Assembleia Legislativa aprova 15 projetos voltados ao enfrentamento da violência contra mulheres no RS

Entre as medidas estão sinal de emergência em comércios, treinamento para homens em empresas com incentivos fiscais e consolidação da Patrulha Maria da Penha como política permanente

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Assembleia Legislativa aprova 15 projetos voltados ao enfrentamento da violência contra mulheres no RS
Galileu Oldenburg/Agência ALRS
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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na tarde desta terça-feira (10), um conjunto de 15 projetos de lei relacionados ao enfrentamento da violência contra mulheres e à prevenção de feminicídios no Estado. A maior parte das propostas recebeu apoio unânime entre os 46 deputados presentes na sessão plenária.

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Entre os projetos aprovados está o que institui o chamado Código Sinal Vermelho em estabelecimentos comerciais. A proposta prevê que mulheres em situação de risco possam sinalizar pedido de ajuda mostrando a mão com um “X” marcado, preferencialmente com batom vermelho. Funcionários de locais como lojas, portarias e estabelecimentos de atendimento ao público deverão reconhecer o sinal e acionar a Brigada Militar, pelo telefone 190, ou a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 181.

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Outra medida aprovada transforma a Patrulha Maria da Penha em política permanente do governo estadual. O programa é voltado ao acompanhamento de vítimas de violência doméstica e ao monitoramento de agressores, e passa a integrar de forma contínua as ações do Estado nessa área.

Os parlamentares também aprovaram proposta que trata da realização de atividades de formação voltadas a homens em empresas que recebem benefícios fiscais do Estado. O projeto prevê treinamento sobre prevenção da violência doméstica e de gênero. O texto original previa obrigatoriedade, mas uma emenda alterou a redação para permitir que a oferta da formação possa ser considerada como requisito na concessão de incentivos tributários.

A discussão sobre o conjunto de propostas ganhou prioridade na Assembleia após o aumento de casos de feminicídio registrados no início do ano. Dados citados durante as articulações parlamentares indicam 11 ocorrências em janeiro, número que chegou a 20 casos no acumulado recente do período. O acordo para levar os projetos à votação foi estabelecido em 24 de fevereiro.

Apesar da possibilidade de ausência de parlamentares devido à participação na Expodireto, a sessão contou com a presença de 46 dos 52 deputados estaduais.

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Além das medidas citadas, o pacote inclui projetos relacionados à criação de datas de conscientização, políticas de proteção a filhos de vítimas de feminicídio, ações em universidades, programas voltados a homens e inclusão de conteúdos da Lei Maria da Penha na rede estadual de ensino.

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