“Para cada negro no palco expressando seus pensamentos, existe uma legião de outros que ainda estão sendo calados”, disse o estudante de jornalismo Elivelto Corrêa, durante o bate-papo realizado na Feira do Livro nesta quinta-feira (6). O assunto abordado foi a identidade negra e território, com Heloísa Paixão e Oscar Pedroso.
Divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, há menos de 1% de negros e negras nos escritórios de advocacia do país. Grandes profissionais criaram núcleos pra aumentar essa baixa representatividade. Por outro lado, de acordo com O Globo, alunos negros e de renda baixa são maioria nas universidades federais.
Para Pedroso, “a negrada está se movimentando, os pequenos movimentos estão começando mas vão chegar, porque a total igualdade vai existir. Não na força da bala, mas na do livro, do conhecimento e do saber”.
O Brasil é um dos países com maior número de população de negros e pardos. “Estamos por nossa força nos organizando e fazendo pressão para ocupar nosso território no território brasileiro, queremos uma total igualdade”, destacou o escritor, que recém lançou a obra “Christine”, que aborda temas como o vírus HIV e as drogas.
Segundo Heloísa, o feminismo negro, que estava um pouco quieto, agora está bastante avançado. Para ela, calavam a palavra da mulher negra: “Nos colocavam máscaras de ferro na boca e agora nos libertamos para bater pé, reclamando do que acontece de errado. Nós não tínhamos voz, ao contrário de agora”. Segundo a Revista Donna, mesmo sendo diplomada, a mulher negra tem um salário inferior ao de homens e mulheres brancos e de homem negros.
🎨 Cultura e Arte
Bate-papo na Feira do Livro aborda identidade negra e território
''A igualdade vai existir não na força, mas através do conhecimento''
Por Pedro Molnar
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