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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
🏥 Saúde

OMS monitora mais de 900 casos suspeitos de Ebola em surto registrado na África Central

Doença já soma 101 casos confirmados e 176 mortes suspeitas; OMS elevou nível de risco na República Democrática do Congo para o patamar máximo

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
OMS monitora mais de 900 casos suspeitos de Ebola em surto registrado na África Central
Moses Sawasawa/AP Photo
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que monitora mais de 900 casos suspeitos de Ebola em meio ao avanço do surto registrado na África Central. Até o momento, 101 infecções foram confirmadas, segundo dados divulgados pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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O surto teve início em 15 de maio, na República Democrática do Congo. Dois dias depois, autoridades sanitárias confirmaram outros dois casos em Kampala, sem ligação identificada entre eles. Diante da evolução dos registros, a OMS declarou, em 17 de maio, emergência de saúde pública de preocupação internacional.

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Na última sexta-feira (22), a organização elevou de “alto” para “muito alto” o nível de risco da epidemia na República Democrática do Congo. O novo status representa o grau máximo de alerta adotado pela agência internacional.

Dados divulgados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), também em 22 de maio, apontam 176 mortes suspeitas relacionadas ao surto.

Segundo a OMS, a situação gera preocupação pela ausência de vacinas e tratamentos específicos para a variante Bundibugyo do vírus Ebola. Diferentemente da cepa Ebola-Zaire, que possui imunizantes aprovados, ainda não há ferramentas terapêuticas eficazes voltadas para a nova linhagem identificada no atual surto.

A transmissão do Ebola ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, secreções, fezes e vômito, além do contato com animais contaminados. A doença não é transmitida pelo ar, o que diferencia o vírus de enfermidades respiratórias como Covid-19 e sarampo.

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Os primeiros sintomas incluem febre alta repentina, dores musculares e alterações gastrointestinais. Em casos graves, podem surgir complicações hemorrágicas, queda de pressão arterial, choque e sangramentos em mucosas e no trato gastrointestinal.

O período de incubação varia entre dois e 21 dias, com média de cinco a dez dias após a infecção. De acordo com especialistas, durante esse intervalo não há transmissão da doença.

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