O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes ao longo de 2025, conforme dados informados pelos estados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça.
O número corresponde a uma média de 66 ocorrências por dia envolvendo pessoas com menos de 18 anos e representa aumento de 8% em relação a 2024, quando a média diária foi de 60 registros. Do total contabilizado no ano passado, 14.658 desaparecidos eram do sexo feminino, 9.159 do sexo masculino e, em 102 casos, o sexo não foi informado.
Entre as unidades da federação, Roraima apresentou a maior taxa proporcional de desaparecimentos de crianças e adolescentes, com 40 casos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 28 registros por 100 mil habitantes, e o Amapá, com 24. No território gaúcho, a taxa específica foi de 24,1 crianças e adolescentes desaparecidos a cada 100 mil habitantes, segundo o painel oficial de Pessoas Desaparecidas e Localizadas.
Os dados integram a base nacional alimentada pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelo Distrito Federal. O levantamento também mostra que, considerando todas as faixas etárias, o país teve mais de 84 mil registros de desaparecimento em 2025, o maior volume desde o início da série histórica, em 2015, com taxa nacional de 39 casos por 100 mil habitantes. São Paulo concentrou cerca de 24% das ocorrências, com mais de 20 mil registros no ano.
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