Pagar uma compra sem cartão, celular ou senha pode se tornar uma realidade cada vez mais presente no Brasil. Empresas estão avançando em soluções que utilizam a palma da mão como forma de identificação para pagamentos, permitindo que o consumidor autorize uma transação apenas aproximando a mão de um equipamento.
A tecnologia funciona por meio da biometria palmar. Dependendo do sistema utilizado, sensores analisam características únicas da palma e padrões das veias localizadas sob a pele para reconhecer o usuário.
Antes de utilizar o serviço, o consumidor precisa realizar um cadastro e associar sua biometria a uma forma de pagamento. Depois disso, ao fazer uma compra em um estabelecimento equipado com a tecnologia, basta posicionar a mão diante do leitor para que a identidade seja reconhecida e a transação possa ser autorizada.
Dependendo da solução implementada, a tecnologia poderá ser integrada a diferentes meios de pagamento, incluindo Pix, cartões de débito e crédito.
Entre as iniciativas que avançam no mercado brasileiro está uma parceria entre a Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud para trabalhar com uma solução de identificação por biometria da palma da mão. O sistema combina diferentes tipos de leitura para aumentar a precisão no reconhecimento dos usuários.
A expectativa é que tecnologias desse tipo possam ser utilizadas em locais com grande circulação de pessoas, como supermercados, restaurantes, farmácias, estabelecimentos comerciais e eventos.
Além da praticidade, a novidade também levanta discussões relacionadas à privacidade e à segurança das informações. No Brasil, dados biométricos são classificados como dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que exige cuidados específicos na coleta, utilização, armazenamento e proteção dessas informações.
A proposta é que a biometria funcione como mais uma alternativa para o consumidor, e não necessariamente como substituição imediata dos meios tradicionais. Assim, cartão e celular podem deixar de ser necessários em determinadas compras realizadas em locais compatíveis com o sistema.
A tecnologia ainda está em processo de expansão no mercado brasileiro. A adoção em larga escala dependerá da instalação dos equipamentos, da adesão de empresas e instituições financeiras e da confiança dos consumidores em utilizar a própria biometria para autorizar pagamentos.
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