Um caderno entregue à polícia por uma testemunha revelou que, entre janeiro e julho deste ano, ao menos 478 eutanásias foram realizadas pela Secretaria do Bem-Estar Animal de Canoas, sob a gestão de Paula Lopes. O número é o dobro do inicialmente identificado na Operação Carrasco, deflagrada em julho.

O documento pode indicar subnotificação de ocorrências e se tornou peça central para a investigação, que apura maus-tratos de animais. A suspeita é de que cães e gatos resgatados com alguma doença eram frequentemente sacrificados, muitas vezes sem necessidade, para reduzir custos de tratamento.

Paula Lopes segue como principal alvo da investigação, que continua em andamento.