O Rio Grande do Sul registrou diminuição de 32% nos crimes violentos, letais e intencionais em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados constam no levantamento divulgado pelo Observatório Estadual da Segurança Pública. No mesmo período, os homicídios apresentaram redução de 30%, enquanto os feminicídios tiveram queda de 50%.

O levantamento também indica que o Estado alcançou, em novembro de 2025, o menor número de ocorrências em estabelecimentos comerciais desde o início da série histórica, em 2010. Foram contabilizados 235 registros, frente a 376 no mesmo mês de 2024, o que representa retração de 38%. Os roubos de veículos recuaram 38%, passando de 220 para 136 casos, e os roubos a pedestres diminuíram 23%, de 1.106 para 854 ocorrências.
Segundo o governo estadual, os resultados estão associados às ações desenvolvidas pelas forças de segurança e aos investimentos realizados ao longo do ano. Em novembro, foram entregues mais de R$ 100 milhões em viaturas semiblindadas para uso das polícias, conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública.
O secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda, afirmou que a ampliação da frota e os investimentos contínuos têm impacto direto nas condições de trabalho das corporações e nos indicadores de criminalidade, com a expectativa de manter a tendência de redução até o encerramento de 2025.
No cenário nacional, o Rio Grande do Sul recebeu, em setembro, o Prêmio Excelência em Competitividade 2025, concedido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em Brasília, em reconhecimento à plataforma de Gestão Estatística na Segurança Pública (GESeg). O Estado também ficou na terceira colocação no ranking de Competitividade dos Estados no quesito Segurança Pública, atrás de Santa Catarina e do Distrito Federal.

Criado em 2019, o programa RS Seguro atua de forma integrada entre as forças policiais, com uso de inteligência, ações preventivas, modernização do sistema prisional e gestão baseada em dados. A plataforma GESeg acompanha indicadores dos 497 municípios gaúchos, com atenção especial aos 23 que concentram os maiores índices de criminalidade.