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Sexta-feira, 25 de Setembro 2026
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Delator do Banco Master aparece como “ganhador” de 570 prêmios e apostas que somam R$ 176 milhões

Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, é alvo da nova fase da Operação Carbono Oculto. Segundo o Ministério Público de São Paulo, movimentações entre 2020 e 2025 são consideradas suspeitas e estão sob investigação

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Delator do Banco Master aparece como “ganhador” de 570 prêmios e apostas que somam R$ 176 milhões
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O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, aparece como “ganhador” em 570 registros relacionados a prêmios e apostas, que somam mais de R$ 176,4 milhões entre janeiro de 2020 e junho de 2025. As informações constam de relatórios de inteligência financeira citados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

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Freixo, que firmou acordo de colaboração premiada no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master, foi alvo nesta quinta-feira (24) da terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo estruturas financeiras relacionadas ao setor de combustíveis.

De acordo com os documentos da investigação, o valor exato associado às 570 comunicações de prêmios e apostas chega a R$ 176.454.302. Os registros foram identificados em relatórios de inteligência financeira e fazem parte dos elementos analisados pelos investigadores. 

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Para o MP-SP, a frequência das premiações e a movimentação financeira relacionada às apostas levantaram suspeitas sobre a origem e o destino dos recursos. Os investigadores apuram se esse tipo de operação teria sido utilizado em uma estrutura destinada a conferir aparência lícita a valores de origem ilícita. A suspeita ainda é objeto de investigação. 

Freixo é dono do Grupo Entre, ligado à Entre Investimentos, e aparece nas apurações da Operação Carbono Oculto. Segundo o Ministério Público, estruturas financeiras investigadas teriam sido utilizadas para movimentar e ocultar recursos relacionados a empresários do setor de combustíveis. 

Além das apostas, a decisão judicial que autorizou medidas da investigação menciona R$ 1,67 bilhão em operações imobiliárias associadas ao empresário e R$ 1,21 milhão em movimentações em dinheiro vivo. Esses valores também são analisados pelas autoridades no contexto das movimentações consideradas atípicas. 

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A terceira fase da Carbono Oculto investiga uma estrutura de lavagem de dinheiro que, segundo as autoridades, teria sido empregada para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira e viabilizar operações envolvendo uma distribuidora de combustíveis. Fintechs e diferentes estruturas financeiras teriam sido utilizadas para dificultar a identificação dos beneficiários dos recursos.

As empresas lotéricas mencionadas nos registros não são apontadas como investigadas ou integrantes do suposto esquema. A apuração se concentra nas movimentações financeiras e na atuação dos investigados. 

As investigações continuam e as suspeitas apontadas pelo Ministério Público ainda dependem do avanço das apurações e das conclusões dos procedimentos judiciais.

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