Dois médicos morreram após serem baleados em frente a um restaurante localizado na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na Grande São Paulo. O caso ocorreu por volta das 22h de sexta-feira (16). O autor dos disparos, também médico, foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com a polícia, os três se conheciam e se encontraram de forma ocasional no estabelecimento. Após um cumprimento e conversa inicial, houve uma discussão dentro do restaurante, seguida de agressões físicas. Funcionários acionaram a Guarda Civil, que compareceu ao local e conversou com os envolvidos. Naquele momento, não foi encontrada arma com o suspeito.
Minutos depois, quando as duas vítimas deixaram o restaurante, o homem seguiu em direção a elas, retirou uma pistola calibre 9 mm de uma bolsa e efetuou os disparos. Testemunhas relataram ter ouvido entre oito e dez tiros. Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, foi atingido por oito disparos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35, por dois. Ambos chegaram a ser socorridos, mas morreram no pronto-socorro.
O autor foi contido e algemado por agentes da Guarda Civil ainda no local. Com ele, foram apreendidos a arma de fogo, cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos e cerca de R$ 16 mil em dinheiro. Segundo a polícia, o homem possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), o que não autoriza porte de arma para defesa pessoal. A pistola utilizada não tinha porte legal.
As investigações também apontam que o médico já respondia a processos judiciais. Em 2025, ele foi denunciado por agressão e injúria racial contra funcionários de um hotel em Aracaju (SE). À época, foi preso, liberado mediante fiança e respondia ao processo em liberdade.
As vítimas atuavam na rede pública de saúde. Luís Roberto trabalhava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri. Vinicius prestava atendimento em unidades de saúde do município de Cotia, onde a prefeitura divulgou nota informando sua atuação desde 2019.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da discussão, a origem da arma no momento do crime e a participação de outras pessoas na ocorrência.
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