Grêmio e Internacional deixaram a rivalidade de lado e integram uma articulação com outros clubes brasileiros que busca junto ao Governo Federal a criação de uma linha de crédito de R$ 20 bilhões destinada à renegociação de dívidas das equipes.
A proposta é liderada por Internacional e Corinthians e conta com a adesão do Grêmio. Em agosto, representantes de 25 clubes das Séries A e B apresentaram a iniciativa ao Ministério do Esporte.
Uma nova reunião com representantes do Governo Federal está prevista para esta semana, em Brasília, com o objetivo de avançar nas discussões sobre a criação do programa.
A proposta prevê que os recursos sejam disponibilizados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou da Caixa Econômica Federal, oferecendo juros menores e prazos mais longos do que os encontrados atualmente no mercado financeiro.
Recursos seriam destinados ao pagamento de dívidas
Pelo modelo apresentado pelos dirigentes, o dinheiro obtido por meio da linha de crédito teria destinação exclusiva para o pagamento de dívidas.
Na prática, os clubes poderiam substituir compromissos financeiros que atualmente possuem juros elevados por financiamentos com condições consideradas mais favoráveis, buscando reorganizar as contas e reduzir o impacto das despesas financeiras.
A proposta também prevê acompanhamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em caso de descumprimento das obrigações assumidas, poderiam ser aplicadas punições esportivas, incluindo perda de pontos e até rebaixamento.
Os dirigentes defendem ainda que o programa seja criado por meio de uma Medida Provisória, permitindo que as novas regras tenham efeito enquanto a matéria é analisada pelo Congresso Nacional.
Dívidas chegam a cerca de R$ 17 bilhões
A articulação ocorre diante do elevado endividamento do futebol brasileiro. Conforme os dados apresentados na proposta, as dívidas dos clubes das Séries A e B chegaram a aproximadamente R$ 17 bilhões em 2025.
Entre os principais problemas apontados pelos dirigentes estão os compromissos de curto prazo e os altos custos dos financiamentos atualmente utilizados pelas equipes.
Os clubes argumentam que o futebol também possui peso relevante na economia brasileira, com geração de empregos, movimentação de diferentes setores e arrecadação de impostos.
As negociações com o Governo Federal continuam e, até o momento, a criação da linha de crédito de R$ 20 bilhões ainda é uma proposta em discussão.
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