Uma escola de formação de baristas e gestão de cafeterias localizada na capital paulista alterou, em 2025, o modelo de jornada de trabalho de seus funcionários e registrou crescimento no desempenho financeiro ao longo do período. A empresa Coffee Lab passou a operar com escala de quatro dias de trabalho e três de descanso (4x3), substituindo o modelo anterior de cinco dias de trabalho e dois de folga (5x2).
A mudança ocorreu em meio ao debate nacional sobre a redução da jornada semanal, que inclui propostas de revisão do modelo 6x1 previsto na legislação trabalhista. No caso da empresa, a nova escala manteve a carga de 40 horas semanais, com três dias de folga, sendo dois consecutivos.
Segundo dados informados pela direção, o faturamento da empresa apresentou crescimento de 35% no período de um ano após a implementação da nova jornada. Durante esse intervalo, foram mantidos o número de unidades, o total de funcionários, os preços praticados e o cardápio. A empresa também permaneceu fechada por 17 dias devido a obras, sem ampliação da capacidade de atendimento.
Além do resultado financeiro, a empresa registrou redução na taxa de rotatividade de funcionários, que passou a cerca de 8%. De acordo com a gestão, a diminuição nas saídas voluntárias e desligamentos impactou custos relacionados a rescisões e processos de contratação.
A empresa também relatou redução na necessidade de contratação de trabalhadores temporários, indicando menor índice de faltas e afastamentos. A permanência de funcionários por períodos mais longos foi apontada como fator que contribui para a padronização do atendimento.
Relatos de funcionários indicam mudanças na rotina fora do ambiente de trabalho após a adoção da nova escala. Trabalhadores mencionam aumento do tempo disponível para atividades pessoais, deslocamento reduzido e maior possibilidade de organização de compromissos, incluindo estudos e viagens.
Antes da alteração, parte dos funcionários atuava em jornadas com apenas um dia de folga semanal, cenário associado a dificuldades de conciliar descanso, vida pessoal e atividades domésticas.
A experiência da empresa ocorre em um contexto de discussão mais ampla sobre modelos de jornada no país, com diferentes setores avaliando impactos de possíveis mudanças na legislação e na organização do trabalho.
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