O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) a suspensão de operações militares contra o Irã por um período de duas semanas. A decisão foi divulgada após contatos com autoridades do Paquistão, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chefe militar Asim Munir, que apresentaram uma proposta de cessar-fogo temporário.
Segundo o governo norte-americano, a interrupção das ações está condicionada à garantia de circulação no Estreito de Ormuz, considerado essencial para o transporte global de petróleo. A expectativa é de que o acordo funcione de forma bilateral durante o período estabelecido.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou que o país irá interromper suas ações militares desde que não haja novos ataques ou ameaças. Em nota, o governo iraniano indicou que o tráfego pelo estreito poderá ocorrer com segurança durante as duas semanas, mediante coordenação com as forças armadas locais e limitações técnicas.
A trégua ocorre após um dia marcado por declarações públicas e aumento de tensão. Mais cedo, Trump afirmou que poderia ampliar a ofensiva caso não houvesse liberação da via marítima. O prazo mencionado pela Casa Branca para a reabertura do estreito se encerraria ainda na noite de terça-feira.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, envolvendo ações dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã. Desde então, ocorreram sucessivos anúncios de prazos, ameaças e adiamentos de operações militares. Ao longo desse período, as declarações influenciaram também o mercado internacional de energia, com impacto direto nos preços do petróleo.
De acordo com o governo norte-americano, um plano de 10 pontos apresentado por autoridades iranianas está sendo considerado como base para negociação. Entre os itens mencionados estão a retirada de forças militares estrangeiras da região, regras para navegação no estreito, suspensão de sanções e compensações por danos.
As negociações devem ter início na sexta-feira (10), no Paquistão, com possibilidade de encontros presenciais entre representantes dos dois países. O governo iraniano afirmou que a continuidade da trégua dependerá do avanço nas discussões e da definição dos termos do acordo.
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