A onda de calor que atinge a Europa desde o dia 21 de junho provocou mais de 1,3 mil mortes, segundo informações divulgadas neste domingo (28) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O balanço foi apresentado pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em publicação nas redes sociais.
De acordo com a OMS, cerca de 150 milhões de pessoas vivem atualmente em áreas submetidas a condições de calor extremo. A organização também informou que o fenômeno tem provocado impactos em serviços públicos, incluindo interrupções em atividades escolares e aumento da demanda sobre os sistemas de energia em diferentes países do continente.
Dados compilados pela agência de notícias AFP indicam que pelo menos 191 milhões de pessoas devem registrar temperaturas superiores a 35°C em algum momento deste domingo em países como Alemanha, Polônia, Hungria e República Tcheca. O número representa uma redução em comparação com o sábado, quando as projeções indicavam 193 milhões de pessoas expostas a essas condições.
As estimativas apontam ainda que mais de 381 milhões de habitantes da Europa, excluindo a Turquia, poderão enfrentar temperaturas acima de 30°C. No dia anterior, o contingente estimado ultrapassava 400 milhões de pessoas.
Entre as áreas mais afetadas estão praticamente todo o território da Polônia, Hungria e República Tcheca, além de regiões da Alemanha, incluindo a capital Berlim. Também são previstas temperaturas elevadas na Eslováquia, Sérvia, Croácia, Itália, Áustria e no oeste da Ucrânia.
Na França, o alerta vermelho para calor intenso deverá ser encerrado na noite de domingo. Ainda assim, aproximadamente 11 milhões de pessoas permanecem sob influência das altas temperaturas no país.
Os levantamentos foram elaborados a partir do cruzamento de dados meteorológicos do serviço alemão Deutscher Wetterdienst (DWD) com projeções populacionais do Joint Research Center da União Europeia e análises da organização austríaca Klimadashboard.
Segundo os responsáveis pela metodologia, os números podem ser inferiores ao total real de pessoas afetadas, especialmente em grandes centros urbanos. Isso ocorre porque os modelos meteorológicos utilizados possuem resolução limitada e não conseguem identificar integralmente os efeitos das ilhas de calor presentes nas áreas densamente povoadas.
Especialistas apontam que as ondas de calor têm se tornado mais frequentes e intensas em diversas regiões da Europa, ampliando os desafios relacionados à saúde pública, ao abastecimento de energia e à adaptação das cidades a eventos climáticos extremos.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se