Uma ação integrada de fiscalização realizada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, em Porto Alegre, resultou na interdição de uma indústria de bebidas e na autuação de uma rede de supermercados por comercialização de produtos considerados impróprios para consumo. A operação contou com a participação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e de diversos órgãos estaduais e federais. Ao todo, foram apreendidas 1.200 unidades de bebidas, que deverão ser recolhidas e inutilizadas.
A indústria produzia bebidas comercializadas sob a marca Suco Pop, rotuladas como sucos de diferentes frutas, como laranja, maçã, uva, maracujá e abacaxi. Conforme os órgãos fiscalizadores, os produtos eram elaborados com pequena quantidade de suco concentrado, além de água, açúcar e corante artificial. A produção ocorria em local sem registro e sem condições sanitárias adequadas, incluindo o uso de água não tratada.
No mesmo endereço, já havia funcionado anteriormente outra empresa do setor que também foi alvo de medidas por irregularidades, com equipamentos lacrados. Durante a fiscalização, foram encontrados funcionários escondidos no sótão e produtos que haviam sido apreendidos em operação anterior foram recolocados à venda, apesar de proibição expressa. A gerente da indústria foi presa e encaminhada à delegacia.
Além das questões sanitárias e de consumo, a empresa também foi autuada por infrações ambientais, como funcionamento sem licença e descarte irregular de efluentes na rede pluvial pública.
A fiscalização também alcançou uma rede de supermercados que adquiria as bebidas diretamente da indústria interditada. No estabelecimento com maior volume de produtos, foram apreendidas 1.200 unidades. A rede foi autuada por comercializar itens sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária e sem autorização para produção ou venda.
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde informou que será emitida uma circular orientando todos os municípios do Rio Grande do Sul sobre o recolhimento de produtos da marca Suco Pop encontrados no comércio.
Participaram da operação, além do MPRS, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o CEVS, a Vigilância Sanitária Municipal, a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM), a Delegacia do Consumidor (DECON) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM).
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