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Domingo, 15 de Março 2026

🚔 Segurança e Justiça

Grupo investigado por furtos de cabos causou prejuízo de R$ 2 milhões no RS

Operação do Ministério Público cumpriu 38 mandados em cinco cidades; só em Pelotas foram registrados 250 furtos em 2024

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Grupo investigado por furtos de cabos causou prejuízo de R$ 2 milhões no RS
Divulgação / MPRS
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, no dia 14 de maio, uma operação voltada à coleta de provas sobre um grupo investigado por envolvimento em furtos, roubos e receptação de cabos de cobre. A ação, denominada “Rede Segura”, foi coordenada pela Promotoria de Justiça Criminal de Pelotas com apoio do 10° Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Sul.

A operação cumpriu 38 mandados de busca e apreensão nos municípios de Capão do Leão, Pelotas, Santa Vitória do Palmar, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Participaram da ação cerca de 250 agentes de diferentes instituições, incluindo integrantes do GAECO, Brigada Militar, Polícia Penal e da Força-Tarefa de Fios e Cabos do governo estadual.

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De acordo com a investigação, o grupo investigado atua em dois núcleos distintos. O primeiro seria responsável pela prática dos crimes de furto e roubo, com atuação principal na região Sul do Estado, incluindo empresas e propriedades rurais. O segundo núcleo seria voltado à receptação, com integrantes localizados também no Vale do Sinos. As funções atribuídas a esse grupo incluem o armazenamento e a revenda do material subtraído.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, valores em espécie e outros itens que, segundo o MPRS, podem contribuir com a continuidade da apuração. O prejuízo estimado decorrente das ações do grupo investigado ultrapassa R$ 2 milhões.

Entre os casos citados na investigação estão o roubo a uma empresa do setor agrícola em Pelotas, em novembro de 2024, no qual funcionários foram mantidos sob coação durante a subtração dos materiais, e a invasão de um campus da Universidade Federal de Pelotas, em janeiro de 2025, ocasião em que houve confronto armado com vigilantes. Também foram registrados furtos de cabos da rede de semáforos do município, afetando a mobilidade urbana.

As ações criminosas, segundo o apurado, costumavam ocorrer de madrugada, com participação de grupos armados e uso de vestimentas específicas para dificultar a identificação. O cobre extraído era, posteriormente, transportado pelos próprios receptadores.

A investigação segue em andamento, com o objetivo de aprofundar a coleta de provas e identificar outros possíveis envolvidos.

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