Guaíba está três anos sem registros de feminicídio, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. O último caso foi em 2016. Há quase um ano, a cidade conta com a Patrulha Maria da Penha, que presta atendimento para diversas mulheres que sofrem com agressões físicas.
Para a comandante da Brigada Militar, coronel Bianca Garcia Burger, os dados confirmam os resultados positivos sobre o trabalho realizado no combate a violência doméstica. A corporação realiza palestras sobre o assunto em diversos lugares. Antes do lançamento da Patrulha, mulheres em situação de risco tinham o telefone direto da unidade, e ainda recebiam orientações sobre como agir em casos de ameaças.
Em setembro desse ano foram registradas 40 ocorrências de agressão. E, em outubro, o número diminuiu para 18. Uma vítima, que sofreu de seu marido, mandou um recado para Brigada Militar na forma de agradecer o trabalho realizado. Para ela, que prefere não se identificar, a coronel Bianca transmite paz por ser guerreira e se colocar no lugar do outro:
- Não é somente uma policial que só veste a farda, ela sai de casa e esquece dos seus problemas para ajudar nos dos outros e também e se colocar no lugar dos outros.
A comandante avalia que Guaíba está muito bem em comparação a outros lugares do Rio Grande do Sul, e até mesmo do país. "Há lugares que têm de um a três feminicídios a cada três meses. Guaíba seria um dos melhores municípios do Brasil em números contra a violência contra mulher", conta.
Mesmo assim, a pesquisa da Rede de Observatórios mostra que casos de feminicídio no Brasil registraram alta de 13% em 2019. Dos 518 crimes contra a mulher registrados pelo relatório nos últimos cinco meses, 39% se enquadravam na categoria de feminicídio.