A Honda anunciou nesta quinta-feira (14) seu primeiro prejuízo anual desde que abriu capital na Bolsa de Valores de Tóquio, em 1957. Segundo a montadora japonesa, o resultado negativo foi registrado no ano fiscal encerrado em março de 2026.
De acordo com os números divulgados pela empresa, o prejuízo líquido alcançou US$ 2,7 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 13,2 bilhões pela cotação atual.
A companhia informou que o desempenho foi impactado principalmente por encargos de reestruturação e baixas contábeis que somaram cerca de US$ 9 bilhões. As medidas foram adotadas em meio à desaceleração da demanda global por veículos elétricos, segmento que vinha recebendo investimentos bilionários da indústria automotiva nos últimos anos.
Em entrevista coletiva após a divulgação dos resultados, o presidente-executivo da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que as mudanças no mercado ocorreram de forma mais rápida do que o esperado pela empresa.
Além da retração nas vendas de veículos elétricos, a Honda também enfrenta desafios em mercados estratégicos, como China e Sudeste Asiático. Segundo a montadora, as vendas na região asiática caíram 20% em 2025 na comparação com o ano anterior, em meio ao avanço de fabricantes de veículos com preços mais competitivos.
A desaceleração do mercado de elétricos tem afetado diversas fabricantes globais. No início deste ano, a Ford Motor Company informou prejuízo de US$ 4,8 bilhões em sua divisão de veículos elétricos durante o último exercício.
Dados do setor apontam que as perdas relacionadas ao segmento de veículos elétricos chegaram a aproximadamente US$ 65 bilhões em nível global em 2025, levando diversas montadoras a revisar investimentos, cronogramas de produção e metas de expansão.
Apesar do resultado negativo, a Honda segue entre as maiores fabricantes de automóveis do mundo e avalia novas estratégias para adaptar sua operação às mudanças no mercado automotivo global.
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