Autoridades argentinas informaram que aproximadamente 2.938 pessoas seguem fora de suas residências em decorrência das inundações ocorridas na província de Buenos Aires, após intensas chuvas registradas até a madrugada de domingo (18). O número representa uma redução em relação ao dia anterior. As buscas por três pessoas desaparecidas continuam.

As chuvas concentraram-se no norte da província, afetando também a capital Buenos Aires e sua região metropolitana, que concentra cerca de 15 milhões de habitantes. Segundo comunicado oficial, os desaparecidos são um casal que foi visto cavalgando no município de Rojas e um homem de 78 anos que trafegava pela Rota 41.
Conforme os dados mais recentes, a água começou a baixar em várias áreas, permitindo o retorno gradual de moradores às suas casas.
Equipes do governo federal e do governo provincial foram mobilizadas para atender as regiões impactadas, com envio de brigadistas, veículos de resgate, técnicos e materiais de auxílio, como alimentos, água, roupas, cobertores e colchões.

Em entrevista à imprensa local, o governador Axel Kicillof mencionou que a situação se soma a outros eventos extremos registrados no estado, como as inundações de março em Bahía Blanca, e afirmou que há registros de alagamentos em localidades que não costumam apresentar esse tipo de ocorrência.
De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, a média histórica de chuvas em maio gira entre 70 e 80 milímetros. No entanto, o volume observado neste evento superou cinco vezes esse patamar.