A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de um homem de 31 anos, ocorrida no dia 31 de março, em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Novo Horizonte, em Frutal, no Triângulo Mineiro. O principal suspeito é um jovem de 19 anos, que, segundo as autoridades, presenciou aos 9 anos o assassinato da própria mãe, cometido pela vítima do caso mais recente.
De acordo com informações da Polícia Militar, o homem morto foi atingido por cinco disparos de arma de fogo enquanto aguardava atendimento para a esposa. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que a vítima foi atingida pelas costas.
As investigações apontam que o suspeito vinha acompanhando a rotina da vítima desde janeiro deste ano, quando ela passou a cumprir prisão domiciliar após deixar a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). O benefício foi concedido em razão da falta de vagas no sistema prisional adequado ao regime semiaberto, conforme entendimento previsto na Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Civil, já foi solicitada à Justiça a prisão temporária do investigado, que segue sendo procurado. A corporação informou que a eventual apresentação voluntária não impede a decretação de prisão, caso estejam presentes os requisitos legais. Também destacou que esse tipo de procedimento deve ser previamente organizado com a delegacia responsável, para não comprometer o andamento das investigações.
A defesa do jovem declarou que ele pretende se apresentar às autoridades e colaborar com o inquérito. Os advogados afirmam que houve tentativa de agendamento para apresentação formal, mas que questões logísticas impediram a concretização no dia previsto.
Inicialmente, a Polícia Militar informou que outras pessoas poderiam ter participado do crime, incluindo um indivíduo suspeito de ter auxiliado na fuga. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o envolvimento de terceiros.
Crime anterior
O caso tem relação direta com um homicídio ocorrido em 3 de julho de 2016, durante a abertura da ExpoFrutal. Na ocasião, uma mulher foi morta com cerca de 20 golpes de faca pelo então companheiro. O crime aconteceu durante um encontro entre conhecidos.
De acordo com o processo judicial, a vítima havia se ausentado momentaneamente do local e, ao retornar, foi atacada enquanto estava sentada. Testemunhas relataram que houve tentativa de intervenção, sem sucesso. O filho da vítima, então com 9 anos, presenciou o ocorrido.
O autor do crime foi condenado por homicídio qualificado, com reconhecimento de motivo fútil, uso de meio que dificultou a defesa da vítima e prática no contexto de violência doméstica e familiar. Ele cumpriu pena em unidade prisional até 2019, quando foi transferido para uma unidade da Apac. Em janeiro de 2026, passou ao regime domiciliar.
A Polícia Civil informou que o caso mais recente segue em fase avançada de investigação e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento do inquérito.
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