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Terça-feira, 10 de Fevereiro 2026

🚔 Segurança e Justiça

Júri condena mãe que matou filha a facadas a 44 anos de prisão em Novo Hamburgo

Sentença reconhece quatro qualificadoras no homicídio ocorrido em agosto de 2024; defesa afirma que irá recorrer

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Júri condena mãe que matou filha a facadas a 44 anos de prisão em Novo Hamburgo
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O Tribunal do Júri de Novo Hamburgo condenou, na última terça-feira (16), Kauana Nascimento, 32 anos, a 44 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão pelo homicídio da filha Anna Pilar Cabrera, de 7 anos, ocorrido em agosto de 2024. O julgamento foi realizado no fórum do município, durou todo o dia e resultou na condenação por homicídio qualificado com quatro qualificadoras. A ré permanece presa preventivamente desde a data do crime.

Conforme a denúncia do Ministério Público, a criança foi morta dentro do apartamento onde vivia com a mãe. A acusação sustentou que o ataque ocorreu enquanto a menina dormia. A sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime praticado contra menor de 14 anos e descendente. Laudo pericial apontou que a causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de ferimentos por arma branca.

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A versão apresentada inicialmente pela acusada indicava queda da escada, hipótese descartada pela perícia. O corpo da criança foi encontrado no corredor do prédio. Durante a instrução, foram ouvidos um policial civil e o pai da vítima. No período da tarde, a ré foi interrogada. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ela relatou aspectos de sua trajetória pessoal e afirmou não se lembrar do momento dos golpes.

O conselho de sentença foi composto por sete mulheres, a pedido da defesa. Houve solicitação de anulação do júri, indeferida pelo juiz Flávio Curvello Martins de Souza. A Defensoria Pública informou que irá recorrer da decisão. A defesa sustentou a existência de transtorno psíquico no momento do fato e mencionou laudo de semi-imputabilidade, argumento rejeitado pelo júri.

Atualmente, Kauana Nascimento está recolhida na Penitenciária Feminina Madre Peletier, onde recebe acompanhamento médico. O caso teve início após vizinhos acionarem a Brigada Militar por gritos vindos do apartamento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência constatou o óbito no local. A perícia encontrou uma faca no imóvel e vestígios de sangue. A mãe também apresentava ferimentos e recebeu atendimento hospitalar.

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