Uma mulher de 41 anos resgatada na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, permaneceu escondida durante parte das buscas por acreditar que o ex-companheiro havia retornado ao local. A vítima, identificada como Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, foi encontrada na manhã de terça-feira (27), cerca de 24 horas após desaparecer.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, Ana Cláudia foi empurrada de um penhasco na manhã de segunda-feira (26). Mesmo ferida e presa à vegetação em uma área de difícil acesso, ela conseguiu sobreviver até ser localizada pelas equipes de resgate.
De acordo com os bombeiros, drones equipados com tecnologia de captação noturna foram utilizados ainda na noite de segunda-feira para tentar localizar a vítima. No entanto, Ana Cláudia relatou posteriormente que, ao perceber a movimentação aérea, acreditou que estivesse sendo procurada pelo agressor e decidiu se esconder entre as pedras.
O sargento Fenício, integrante da operação, informou que a vítima só percebeu que as buscas eram realizadas pelas forças de segurança quando ouviu o helicóptero da Polícia Militar e a aproximação das equipes em solo na manhã seguinte. Após identificar que se tratava de socorro, ela tentou subir em direção ao mirante de onde havia sido jogada para facilitar sua localização.
A mulher foi encontrada agarrada à vegetação, apresentando escoriações e ferimentos em um dos pés. O resgate exigiu o uso de técnicas de salvamento em altura. Um bombeiro desceu da aeronave de rapel para alcançar a vítima, realizar a imobilização e conduzir a retirada do local.
A operação envolveu equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O caso começou a ser investigado após familiares comunicarem o desaparecimento de Ana Cláudia na segunda-feira. Antes de desaparecer, ela havia informado parentes de que encontrou o ex-companheiro enquanto levava a filha do casal para a escola, no bairro Pindorama, na região Noroeste de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito, identificado como Silvanildo Amâncio de Araújo, chegou a afirmar a familiares que havia sequestrado a ex-companheira e pretendia jogá-la de um penhasco na Serra do Rola-Moça.
Após o início das buscas, equipes realizaram varreduras terrestres e aéreas na região. A vítima foi encontrada com vida na manhã de terça-feira.
Horas depois do resgate, Silvanildo foi localizado no município de Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais. Conforme a Polícia Civil, ele confessou ter sequestrado Ana Cláudia e a empurrado do penhasco. O homem foi preso e autuado pelos crimes de estupro e tentativa de feminicídio.
Durante o período em que a mulher estava desaparecida, o suspeito também enviou mensagens de áudio para a filha do casal, de 9 anos. Em um dos registros, ele afirmou que seria “mentira” qualquer informação de que teria feito algo contra a mãe da criança.
Familiares informaram que o relacionamento entre Ana Cláudia e o suspeito havia terminado em fevereiro deste ano, após cerca de dez anos de convivência.
Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:
Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.
Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.
Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.
Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.
Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.
Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.
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