Uma mulher de 29 anos registrou ocorrência na Polícia Civil relatando ter sido mantida em cárcere privado e vítima de abusos pelo próprio padrasto em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, por um período de 22 anos. Segundo a vítima, os abusos começaram quando ela tinha sete anos, enquanto a mãe ainda era casada com o suspeito, atualmente com 51 anos.

A mulher conseguiu deixar a residência nesta terça-feira (16), alegando ao homem que precisava levar os filhos a um posto de saúde, mas se dirigiu à delegacia. Durante o atendimento, o suspeito realizou mais de 30 ligações e enviou mais de 15 mensagens de áudio à vítima, algumas com ameaças.
A Polícia Civil realizou a prisão em flagrante do homem, localizando câmeras de monitoramento e registros em vídeo dos abusos. A Justiça converteu a prisão em preventiva, por tempo indeterminado. A vítima e os três filhos foram acolhidos em local seguro enquanto aguardam análise das medidas protetivas de urgência.
O inquérito aponta sete crimes em investigação: estupro de vulnerável, estupro, privação de liberdade, ameaças, perseguição, violência psicológica e dano emocional. Caso condenado por todos os crimes, o suspeito pode receber pena superior a 100 anos de prisão.
A mãe da vítima prestou depoimento à polícia nesta quinta-feira (18), mas a corporação não informou se ela é investigada no caso. Segundo o delegado responsável, a vítima era monitorada constantemente dentro de casa e sofria agressões físicas e controle emocional, o que caracteriza o cárcere privado.

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Canais de atendimento e apoio em casos de violência
Esses serviços integram a rede de proteção às vítimas de violência, promovendo escuta, acolhimento e encaminhamento para medidas de proteção e responsabilização dos agressores.
Casos de violência doméstica e sexual podem ser denunciados de forma presencial, por telefone ou online. A seguir, estão disponíveis os principais canais de atendimento:
Brigada Militar – Emergência: 190 (atendimento 24h em todo o estado)
Polícia Civil – Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher ou qualquer delegacia de polícia
Delegacia da Mulher de Porto Alegre – Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha| Telefones: (51) 3288-2173 / 3288-2327 / 3288-2172 ou Disque 197
Delegacia Online – Registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas pela internet
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180 – Atendimento 24h, gratuito e confidencial
Defensoria Pública do RS – Apoio jurídico gratuito: 0800 644 5556
Atendimento em Guaíba:
Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM) | Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro, Guaíba | Oferece atendimento psicológico, jurídico e social.