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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
🚔 Segurança e Justiça

Mulher que se passava por menina de 12 anos enganou famílias, ganhou festa, moradia e até tratamento com medicamento de alto custo

Suspeita utilizava voz infantil, chupeta e mamadeira para sustentar a farsa; caso veio à tona após familiares alertarem uma das famílias que a acolheu.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Mulher que se passava por menina de 12 anos enganou famílias, ganhou festa, moradia e até tratamento com medicamento de alto custo
Foto: Polícia Civil/Reprodução
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Uma mulher presa nesta semana chamou a atenção das autoridades após ser acusada de se passar por uma menina de 12 anos para enganar pessoas e obter benefícios. Segundo a Polícia Civil, ela conseguiu acolhimento, moradia, alimentação, festa de aniversário e até tratamento com medicamentos de alto custo durante o período em que manteve a falsa identidade.

As investigações apontam que a suspeita foi acolhida por uma família após se aproximar do casal por intermédio de um pastor. Inicialmente, ela teria se apresentado como uma jovem de 18 anos em busca de trabalho. Posteriormente, passou a afirmar que era uma criança vítima de abusos.

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Sensibilizados com a história, os moradores permitiram que ela passasse a viver na residência. Durante mais de um ano, a família arcou com despesas relacionadas à alimentação, moradia e cuidados pessoais.

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De acordo com a polícia, para sustentar a farsa, a mulher afinava a voz, utilizava mamadeira e chupeta e alegava ser autista. Ela também simulava comportamentos infantis e crises emocionais para reforçar a falsa identidade.

A fraude começou a ser descoberta após familiares da suspeita entrarem em contato com a família que a acolhia. Ao realizarem pesquisas na internet, os moradores encontraram relatos de ocorrências semelhantes envolvendo a mesma mulher em outros estados do país.

Um dos casos mais conhecidos ocorreu no Rio de Janeiro, em 2023. Na ocasião, ela também teria se apresentado como uma menina de 12 anos vítima de abusos e de supostos rituais de bruxaria. Segundo as investigações, chegou a inserir mais de cem agulhas no próprio corpo para dar credibilidade à história, fato que teria sido confirmado por exames de imagem.

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Naquele episódio, a suspeita foi acolhida por integrantes de um projeto social e por uma ex-vereadora, que chegaram a providenciar moradia e mobília para ela. Apesar de ter sido presa, acabou sendo liberada após audiência de custódia, mediante medidas cautelares.

Atualmente, a mulher responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades.

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