Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio Grande do Sul e da Receita Estadual foi deflagrada na manhã desta terça-feira (20) para investigar um esquema de evasão fiscal e concorrência desleal no setor de cosméticos e perfumaria. De acordo com as apurações, as irregularidades teriam causado prejuízo estimado de R$ 481 milhões aos cofres públicos.
Durante a ação, denominada Operação Equidade, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Bom, Cachoeirinha, Canoas, Nova Santa Rita, Porto Alegre e Xangri-lá. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens e valores de 11 pessoas físicas e jurídicas investigadas. O bloqueio patrimonial alcançou R$ 32 milhões e tem como objetivo assegurar eventual ressarcimento ao erário e impedir a continuidade das práticas sob investigação.
Segundo o Ministério Público, os indícios apontam para a prática de crimes fiscais, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidades ideológica e documental. As investigações indicam que o grupo utilizava mecanismos para reduzir de forma irregular a carga tributária e ocultar patrimônio, impactando o mercado e empresas que atuam de forma regular.
A operação mobilizou dois promotores de Justiça e 27 agentes do Ministério Público, além de 25 auditores-fiscais e dois analistas tributários da Receita Estadual, com apoio da Brigada Militar. As apurações seguem em andamento.
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