Desde abril, pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Guaíba estão dedicando a tarde de todas quintas-feiras para cuidar de uma horta. São cerca de 15 pessoas que fazem o tratamento contra o alcoolismo e drogas que, segundo eles, tem mudado as suas rotinas graças à plantação, no Parque Ruy Coelho Gonçalves (Coelhão).
Esse espaço é para mostrar a eles sobre o desenvolvimento das plantas, desde a semente até o consumo. De acordo com o coordenador do projeto, o assistente social Daniel Soares, futuramente querem ter a possibilidade da geração de renda. É um trabalho realizado em rede, com apoio da Diretoria de Esportes e da própria Secretaria de Saúde.
O local antigamente era abandonado, com ervas que não serviam para produção da horta. Começaram com cinco pacientes fazendo as capinas com a formação dos primeiros canteiros. "A importância é que voce tem que entender que nós, como seres humanos, podemos ser proativos e independentes. A horta se dá com a terra, ajuda no desenvolvimento de coordenação motora e de exercícios físicos", explica Soares.
Para eles fazer essas atividades tournou-se um prazer. Ana Nunes, de 50 anos, é uma que está no projeto desde o primeiro dia. Para ela, é maravilhoso: "a gente para de pensar nas coisas ruins, tem um objetivo bom. Pra mim isto é uma terapia. Me sinto muito bem, quando não posso vir fico triste pois a horta é minha paixão. Hoje é como eu tivesse 30 anos".
A técnica de enfermagem Melina Bilhalva, que acompanha o projeto, destaca que foi a forma dos pacientes aderirem ao tratamento necessário. "A gente só vai tratar pessoas que querem receber o tratamento, só vai melhorar se tu quiser melhorar", diz. O Caps é um serviço aberto ao público, com atendimento de psicologia e psiquiatria.
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