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Sexta-feira, 12 de Julho de 2024

🚔 Segurança e Polícia

Polícia Federal indicia Bolsonaro e Mauro Cid no caso das joias sauditas

Relatório da PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Polícia Federal indicia Bolsonaro e Mauro Cid no caso das joias sauditas
Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid em uma investigação sobre joias recebidas de autoridades estrangeiras durante o governo Bolsonaro. O relatório parcial foi entregue na quinta-feira (04) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso.

A investigação apurou desvios de presentes que, segundo as regras do Tribunal de Contas da União (TCU), deveriam ser incorporados ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), setor da Presidência da República responsável pela guarda desses itens.

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De acordo com as investigações, os desvios ocorreram entre meados de 2022 e início de 2023. As vendas dos presentes eram organizadas por Mauro Cid. Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas, incluindo o general Mauro Lourenna Cid, Osmar Crivelatti, Marcelo Câmara e o advogado Frederick Wasseff.

Com os indiciamentos, o caso será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá sobre a denúncia ao Supremo Tribunal Federal.

Durante a investigação, a Polícia Federal identificou que parte das joias foi transportada no avião presidencial. Em um dos casos, o general Cid recebeu US$ 68 mil pela venda de dois relógios, trabalhando no escritório da Apex em Miami.

Entre os itens desviados estavam esculturas folheadas a ouro, recebidas por Bolsonaro durante uma viagem ao Bahrein em 2021.

A defesa de Bolsonaro não se pronunciou. Em redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro criticou o indiciamento, enquanto o advogado Fábio Wajngarten declarou que soube do caso pela imprensa e orientou a entrega dos itens ao TCU, classificando seu indiciamento como injusto.

 

 


 

FONTE/CRÉDITOS: Contém informações da Agência Brasil
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