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Segunda-feira, 01 de Junho 2026
🏥 Saúde

Procura por tratamento contra o tabagismo no SUS cresce 95% em três anos e alcança 2,5 milhões de atendimentos

Expansão da atenção primária e das ações de apoio à cessação do fumo coincide com aumento da demanda; Ministério da Saúde também alerta para avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Procura por tratamento contra o tabagismo no SUS cresce 95% em três anos e alcança 2,5 milhões de atendimentos
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Mais de 2,5 milhões de brasileiros procuraram o Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025 para receber acompanhamento relacionado ao abandono do tabagismo. O número representa um crescimento de 95% em comparação com 2022, quando foram registrados cerca de 1,2 milhão de atendimentos na Atenção Primária à Saúde, principal porta de entrada da população para os serviços públicos de saúde.

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Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam aumento na procura por atendimentos voluntários realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde são oferecidos acompanhamento profissional, atividades educativas e tratamento para dependência de nicotina. O crescimento ocorre em um contexto de ampliação da estrutura da atenção básica e de intensificação das ações voltadas à prevenção e ao combate ao uso de produtos derivados do tabaco.

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Além do aumento nos atendimentos individuais, as atividades coletivas destinadas a fumantes também registraram expansão nos últimos três anos. Entre 2022 e 2025, o número de ações realizadas nas UBSs passou de 61,9 mil para 157,1 mil. Nesse mesmo período, a quantidade de participantes dessas iniciativas aumentou de aproximadamente 1 milhão para 2,1 milhões de pessoas.

As atividades incluem grupos de apoio, rodas de conversa, orientações educativas e acompanhamento conduzido por profissionais de saúde. A estratégia busca fornecer informações sobre os riscos associados ao consumo de tabaco e oferecer suporte para quem pretende interromper o hábito.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da rede de atenção básica contribuiu para o aumento da capacidade de atendimento. Em dezembro de 2022, o país contava com 82,5 mil equipes e serviços financiados com recursos federais. Atualmente, esse número chega a 104,3 mil, incluindo equipes de Saúde da Família, Equipes Multiprofissionais (eMulti) e Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb). Ao todo, foram incorporadas 21,8 mil novas equipes e serviços ao sistema.

Paralelamente ao crescimento da procura por tratamento, o governo federal demonstra preocupação com a expansão do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. Segundo o Ministério da Saúde, esses produtos têm sido comercializados com diferentes sabores e formatos, o que amplia seu alcance entre públicos mais jovens.

Dados do levantamento Vigitel 2024 apontam aumento na frequência de adultos que fumam cigarros convencionais ou utilizam dispositivos eletrônicos. O índice passou de 11,3% em 2019 para 13,1% em 2024. Entre pessoas de 18 a 24 anos, o uso atual desses produtos atingiu 10,1%, o maior percentual registrado para essa faixa etária desde o início da série histórica.

O Ministério da Saúde destaca que os dispositivos eletrônicos também podem provocar dependência de nicotina e estão associados a diferentes riscos à saúde, incluindo problemas respiratórios e cardiovasculares.

Atualmente, o SUS oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar. O atendimento pode ser realizado individualmente ou em grupo e segue protocolos baseados em abordagens cognitivo-comportamentais. Quando necessário, o acompanhamento pode ser complementado com medicamentos disponibilizados pela rede pública, como adesivos, gomas e pastilhas de nicotina, além da bupropiona.

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As ações de combate ao tabagismo também fazem parte da campanha do Dia Mundial sem Tabaco de 2026, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste ano, a mobilização tem como foco os mecanismos utilizados para atrair novos consumidores de produtos derivados do tabaco e da nicotina, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens. No Brasil, as atividades são coordenadas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), em parceria com estados, municípios e órgãos do Governo Federal.

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