O projeto de lei que proíbe o uso de canudos plásticos em Guaíba foi aprovado nessa terça-feira (11) na Câmara de Vereadores. A regra vale para bares, restaurantes, hotéis e demais estabelecimentos comerciais da cidade, que têm um ano para se adequarem. Foi a terceira vez que o parlamentar Arilene Pereira (PTB) propôs a matéria no legislativo.
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A proposição aborda que os canudos plásticos deverão ser substituídos por descartáveis, de material biodegradável ou de papel. A justificativa do autor é que a vida útil de um canudo é de, em média, quatro minutos – tempo suficiente para terminar uma bebida.
Para ele, "o mundo declarou guerra ao canudo de plástico". Acredita que o caminho para um mundo com menos plástico se dará por educação, não apenas por proibição.
- Precisamos ensinar as pessoas a como descartar esses objetos e pressionar por novas tecnologias biodegradáveis - enfatiza.
Segundo o projeto em Guaíba, na primeira autuação a empresa ganha advertência, seguido por multa e novas intimações. A lei já existe em diversas cidades brasileiras, como nas capitais Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
O ambientalista mirim Pedro Henrique da Silva, de 12 anos, estava na sessão. Ele acompanhou todo andamento do projeto desde que foi protocolado o primeiro, em 2018. Trabalha sobre a causa em sua escola, Darcy Berbigier, e está buscando melhores condições para o meio ambiente em Guaíba.
Em posse como vereador mirim, em dezembro, entregou canudos de papel a parlamentares. No seu pronunciamento na tribuna disse que os canudinhos plásticos contribuem com 5% da poluição dos oceanos.
- Não sabemos exatamente como serão futuramente as consequências desses mares com os canudos plásticos. Mas podemos fazer a nossa parte, abolindo a utilização desses materiais que põe em risco o meio ambiente - destacou.
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