A disputa pelas vagas do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados já movimentou mais de R$ 92,5 milhões em receitas de campanha. Os dados são das prestações de contas parciais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 31 de agosto e mostram uma forte concentração dos recursos entre um grupo reduzido de candidatos.
Dos 296 candidatos considerados no levantamento, apenas dez concentram R$ 27,7 milhões, equivalente a 29,9% de todo o dinheiro declarado no Estado até o período analisado. Nove dos dez nomes que aparecem no topo do ranking já exercem mandato de deputado federal. A única exceção é Onyx Lorenzoni, que já cumpriu cinco mandatos na Câmara e ocupou ministérios no governo federal.
O levantamento contabilizou 989 registros de receitas distribuídos entre 296 candidatos e 19 legendas partidárias. A maior parte dos recursos tem origem pública: 95,7% do total, ou R$ 88,51 milhões, veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral. Considerando também o Fundo Partidário, a participação de recursos estatais chega a 97,4% do total declarado.
PL lidera entre os partidos
O Partido Liberal (PL) aparece na liderança da captação total, com mais de R$ 20,6 milhões, seguido por PT e PP, que superaram a marca de R$ 15 milhões cada. Entre os dez candidatos com os maiores financiamentos, quatro são do PL, quatro do PP e dois do PT.
O deputado federal Giovani Cherini (PL) ocupa a primeira posição, com R$ 3,201 milhões. Desse montante, R$ 3,17 milhões foram repassados pela Direção Nacional do PL por meio do Fundo Especial, além de R$ 30 mil em doações de pessoas físicas e R$ 1 mil em recursos próprios.
Na sequência aparecem Osmar Terra (PL), com R$ 3,171 milhões; Marcelo Moraes (PL) e Bibo Nunes (PL), ambos com R$ 3,17 milhões. Nos casos de Marcelo Moraes e Bibo Nunes, 100% dos valores informados vieram do Fundo Especial.
Veja os dez candidatos com maiores valores declarados
- Giovani Cherini (PL) — R$ 3.201.000,00
- Osmar Terra (PL) — R$ 3.171.500,00
- Marcelo Moraes (PL) — R$ 3.170.000,00
- Bibo Nunes (PL) — R$ 3.170.000,00
- Onyx Lorenzoni (PP) — R$ 2.681.555,20
- Covatti Filho (PP) — R$ 2.636.555,20
- Pedro Westphalen (PP) — R$ 2.531.555,20
- Afonso Hamm (PP) — R$ 2.441.555,20
- Maria do Rosário (PT) — R$ 2.358.108,18
- Denise Pessôa (PT) — R$ 2.341.110,00.
Entre as mulheres, Maria do Rosário lidera a arrecadação, com R$ 2,358 milhões. Já Denise Pessôa ocupa a décima posição geral e é a única candidata autodeclarada preta entre os dez nomes com maiores valores declarados no Estado.
Os números retratam as receitas declaradas até 31 de agosto e podem sofrer alterações ao longo da campanha conforme novas doações, repasses partidários e atualizações sejam informados à Justiça Eleitoral.
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