A ginasta Rebeca Andrade voltou às competições oficiais neste domingo (21) com a conquista da medalha de ouro na final do salto sobre a mesa do Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, disputado na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. A atleta brasileira não participava de torneios desde setembro de 2024 e utilizou o período de afastamento para recuperação física e reorganização do calendário de preparação para o novo ciclo olímpico, que tem como objetivo os Jogos de Los Angeles, em 2028.
Última entre as oito finalistas a se apresentar, Rebeca obteve média de 14,266 após executar dois saltos. Na primeira tentativa, recebeu nota 14,433 com a apresentação de um Yurchenko com duas piruetas. No segundo salto, marcou 13,700, resultado suficiente para assegurar o primeiro lugar. A canadense Lia Monica Fontaine ficou com a prata, ao alcançar média de 14,249, enquanto a norte-americana Claire Pease conquistou o bronze com 13,916.
O desempenho confirmou o retorno da atleta ao circuito internacional em uma competição considerada estratégica para o início do ciclo olímpico. Durante a fase classificatória, Rebeca já havia registrado a maior nota individual entre todas as disputas do torneio ao competir exclusivamente no salto, com 14,533 pontos. O resultado também contribuiu para a classificação da equipe brasileira ao Campeonato Mundial de Roterdã.
Além do ouro de Rebeca, o Brasil ampliou sua presença no quadro de medalhas nas finais por aparelhos. Sophia Weisberg conquistou o bronze nas barras assimétricas ao atingir 13,033 pontos. O ouro ficou com a canadense Aurélie Tran, que marcou 13,533, enquanto a estadunidense Simone Rose levou a prata com 13,333. Na mesma prova, Gabriela Bouças terminou na oitava colocação após somar 11,500 pontos.
Thaís Fidélis também voltou ao pódio ao conquistar o bronze na trave com nota 13,533. A argentina Isabella Ajalla garantiu o ouro ao registrar 13,700 pontos, enquanto Simone Rose ficou com a prata pelo critério de desempate após alcançar a mesma pontuação da campeã. Julia Soares encerrou a disputa na quinta posição, com 13,233.
Entre os homens, Diogo Soares foi destaque ao conquistar duas medalhas de prata. Nas barras paralelas, alcançou 13,933 pontos e terminou atrás apenas do norte-americano Yul Moldauer, campeão com 14,200. O cubano Diorges Escobar completou o pódio com 13,700. Na barra fixa, Diogo voltou a subir ao pódio ao obter 14,133 pontos. O colombiano Angel Barajas ficou com o ouro, com 15,233, enquanto Arthur Nory assegurou o bronze ao registrar 14,033, empatado em pontuação com o canadense Felix Dolci.
Outra medalha brasileira veio com Vitaliy Guimarães, bronze no solo masculino após receber nota 13,700. O ouro foi conquistado pelo guatemalteco Jorge Vega, com 14,166 pontos, e a prata ficou com Angel Barajas, da Colômbia, que alcançou 13,900.
No cavalo com alças, Diogo Soares sofreu uma queda durante a apresentação e terminou na oitava posição, com 10,500 pontos. O título ficou com o norte-americano Patrick Hoopes, seguido pelo canadense Jordan Carrol e pelo colombiano Angel Barajas.
O Pan-Americano já havia rendido outros resultados expressivos para a equipe brasileira. Na disputa do individual geral feminino, Thaís Fidélis conquistou a medalha de bronze. Claire Pease e Charleigh Bullock, ambas dos Estados Unidos, ficaram com ouro e prata, respectivamente. Sophia Weisberg encerrou a prova na quarta colocação.
Na competição por equipes, Rebeca Andrade, Julia Soares, Gabriela Bouças, Sophia Weisberg e Thaís Fidélis garantiram a medalha de prata para o Brasil ao somarem 157,796 pontos. Os Estados Unidos conquistaram o título continental com 161,628, enquanto o Canadá fechou o pódio com 156,997.
Com o retorno de Rebeca Andrade e a sequência de resultados obtidos nas finais individuais e coletivas, a delegação brasileira encerra o Pan-Americano do Rio de Janeiro com presença constante entre os medalhistas e inicia o novo ciclo internacional voltado às principais competições dos próximos anos.
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