O Rio Grande do Sul encerrou 2025 com taxa média anual de desemprego de 4%, a menor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa queda de 1,2 ponto percentual em relação a 2024.
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (20), o Estado ficou abaixo da média nacional de desemprego, que foi de 5,6% em 2025, posicionando-se entre as dez unidades da federação com menor taxa de desocupação. O percentual de pessoas ocupadas permaneceu em 63%, repetindo o resultado do ano anterior.
A taxa de subutilização da força de trabalho fechou o ano em 7,7%, com redução de 2,8 pontos percentuais na comparação com 2024. No quarto trimestre, o número de pessoas subutilizadas foi de 492 mil, o menor já registrado para o período desde 2012. O índice trimestral ficou em 7,9%, primeira vez abaixo de 8% na série histórica.
No último trimestre de 2025, a taxa de desemprego foi de 3,7%, inferior aos 4,1% observados no terceiro trimestre e 1 ponto percentual menor do que no mesmo período de 2024. O contingente de pessoas desocupadas chegou a 229 mil, também o menor da série.
Outro indicador divulgado aponta que, no quarto trimestre, 81,5% dos trabalhadores do setor privado no Estado estavam empregados com carteira assinada, percentual 7 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 74,4%. O resultado colocou o Rio Grande do Sul como o terceiro estado com maior proporção de vínculos formais no país no período analisado.
A taxa anual de informalidade ficou em 31,4%, redução de 0,6 ponto percentual frente ao ano anterior. O índice é inferior à média brasileira, de 38,1%. Entre as unidades da federação, o Estado aparece entre os quatro menores percentuais de informalidade, atrás de São Paulo (29%), Distrito Federal (27,3%) e Santa Catarina (26,3%).
Os dados integram o levantamento nacional sobre trabalho e rendimento realizado pelo IBGE, que acompanha indicadores de ocupação, desocupação e formalização em todo o país.
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