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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
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Rio Grande do Sul tem 24 feminicídios em três meses e mantém padrão dos casos

Crimes ocorrem majoritariamente no ambiente doméstico e envolvem parceiros ou ex-parceiros

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Rio Grande do Sul tem 24 feminicídios em três meses e mantém padrão dos casos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Rio Grande do Sul registrou 24 feminicídios entre janeiro e março de 2026, conforme levantamento da Polícia Civil. O total representa aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 16 casos. Do total deste ano, 12 ocorrências foram registradas em janeiro, oito em fevereiro e quatro em março. Em 83% dos casos, as vítimas não possuíam medida protetiva vigente contra o autor do crime. Ainda assim, metade delas já havia realizado registro policial antes da morte.

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As investigações apontam que, em 23 dos 24 casos, os autores eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas — sendo 13 ex-parceiros e 10 ainda em relacionamento. Em um caso, a autoria foi atribuída ao filho da vítima. Entre os suspeitos, 75% possuíam antecedentes policiais e, dentro desse grupo, parte já tinha registros por violência doméstica.

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Os dados também indicam que 58% dos crimes foram cometidos com uso de arma branca e 20% com arma de fogo. Em 83% das ocorrências, os assassinatos aconteceram dentro da residência. Entre as vítimas, 22 tinham filhos.

Em março, um dos casos ocorreu em Esteio, onde uma mulher de 39 anos foi morta dentro de casa com uso de arma branca. O autor era um homem com quem manteve relacionamento por cerca de 15 anos e que possuía antecedentes criminais. A vítima havia solicitado medida protetiva semanas antes, mas a ordem não estava em vigor no momento do crime.

Outro caso registrado no mesmo mês ocorreu em Camaquã. A vítima, de 28 anos, possuía medida protetiva ativa e era acompanhada por equipe especializada, mas foi morta pelo ex-companheiro, que posteriormente se apresentou à polícia.

De acordo com a Polícia Civil, em 87,5% dos casos deste ano os autores foram presos. Nos demais, houve situações em que o agressor morreu após o crime.

A instituição informa que atua em ações de investigação e repressão, além de atividades voltadas à prevenção, com campanhas e iniciativas de conscientização. O governo estadual também informou que trabalha na ampliação de equipes voltadas ao atendimento e identificação de situações de risco nos municípios.

O levantamento divulgado ainda é preliminar e aguarda validação para inclusão nas estatísticas oficiais da Secretaria da Segurança Pública.

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Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:

Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.

Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.

Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.

Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.

Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.

Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.

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