Na Coreia do Sul, uma tendência inusitada tem ganhado força entre pessoas exaustas com as pressões da vida cotidiana: o confinamento voluntário. O destino? Um retiro chamado Prison Inside Me (“Prisão Dentro de Mim”), localizado em Hongcheon.

Fundado em 2013 pelo casal Kwon Yong-seok e Noh Ji-hyang, o espaço simula a rotina de uma prisão. Os participantes ficam até 20 horas por dia isolados em celas individuais de apenas seis metros quadrados — sem celular, internet, espelhos ou qualquer outro tipo de distração. A proposta é radical, mas tem atraído milhares de interessados em busca de um “reset” mental.
Durante a estadia, que custa entre US$ 90 e US$ 120, os hóspedes recebem refeições simples, participam de sessões de meditação e são incentivados a escrever em diários. Sem contato com o mundo exterior, o ambiente silencioso permite que cada pessoa reflita profundamente sobre sua vida, prioridades e emoções.

Paradoxalmente, muitos afirmam que é dentro dessa “prisão” que encontram sua maior liberdade — longe das pressões sociais, do excesso de trabalho e da constante hiperconectividade. Em uma sociedade marcada pelo desempenho extremo, esse tipo de retiro oferece algo raro: a chance de simplesmente parar.