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Domingo, 25 de Outubro 2026
🏥 Saúde

Vacina contra o câncer da Moderna reduz em 42% risco de m0rt3 ou retorno do melanoma, aponta estudo

Tratamento experimental desenvolvido pela Moderna e pela MSD apresentou resultados promissores contra o tipo mais agressivo de câncer de pele. Empresas trabalham para solicitar aprovação nos Estados Unidos, com expectativa de chegada ao mercado em 2027.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Vacina contra o câncer da Moderna reduz em 42% risco de m0rt3 ou retorno do melanoma, aponta estudo
Foto: Reprodução Canva
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Uma vacina experimental contra o câncer, desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD, apresentou resultados promissores no tratamento do melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. Segundo dados divulgados pelas empresas nesta quinta-feira (22), a combinação da vacina com um medicamento imunoterápico reduziu em 42% o risco de morte ou de retorno da doença.

O tratamento, chamado intismeran autogene, utiliza uma tecnologia personalizada, desenvolvida a partir das características genéticas do tumor de cada paciente.

Diferentemente das vacinas tradicionais, utilizadas para prevenir doenças infecciosas, a nova tecnologia busca estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.

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Como funciona a vacina contra o câncer?

A vacina é produzida individualmente, levando em consideração as mutações genéticas presentes no tumor de cada paciente.

A partir dessas informações, os pesquisadores desenvolvem uma formulação destinada a ensinar o sistema imunológico a identificar características específicas das células cancerígenas.

O tratamento é administrado em combinação com o Keytruda, medicamento imunoterápico já utilizado contra diferentes tipos de câncer.

Enquanto a vacina estimula o reconhecimento das células tumorais, o Keytruda atua sobre mecanismos que podem impedir o sistema imunológico de combater o câncer.

A proposta é aumentar a capacidade do organismo de controlar a doença e reduzir as chances de recorrência.

Resultados mostram redução no risco de retorno da doença

De acordo com os dados apresentados pelas farmacêuticas, os resultados do tratamento combinado foram superiores aos observados entre pacientes que receberam apenas o Keytruda.

Pacientes sem sinais de retorno da doença após dois anos

82,2%

Vacina + Keytruda

70%

Apenas Keytruda

A combinação também apresentou uma redução relativa de 38% no risco de metástase, quando o câncer se espalha para outros órgãos.

Percentuais informados pelas empresas no material divulgado sobre o estudo.

Os resultados indicam um possível avanço no tratamento personalizado do melanoma, especialmente na prevenção da recorrência da doença.

Entretanto, a vacina ainda é experimental e não está disponível para uso rotineiro.

Tratamento poderá chegar ao mercado em 2027

Segundo as informações divulgadas, as farmacêuticas trabalham para solicitar a aprovação da vacina nos Estados Unidos.

O presidente-executivo da Moderna, Stéphane Bancel, afirmou que a expectativa da companhia é disponibilizar o tratamento comercialmente em 2027, dependendo das etapas regulatórias.

No Brasil, ainda não há confirmação de quando a tecnologia poderá ser submetida à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O g1 informou que procurou a Moderna para esclarecer se existe previsão de um pedido de autorização no país, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem.

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Vacina representa nova possibilidade no combate ao câncer

O desenvolvimento de vacinas terapêuticas personalizadas é uma das áreas de pesquisa voltadas ao tratamento do câncer.

Ao utilizar informações genéticas específicas dos tumores, os pesquisadores buscam desenvolver terapias mais direcionadas, capazes de auxiliar o organismo no reconhecimento das células malignas.

Apesar dos resultados positivos divulgados, a tecnologia ainda depende de avaliação científica e regulatória antes de ser disponibilizada aos pacientes.

Os dados completos da pesquisa estavam previstos para apresentação no sábado (24), durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), em Madri, na Espanha.

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A expectativa é que a divulgação detalhada permita uma análise mais ampla da eficácia e da segurança do tratamento.

FONTE/CRÉDITOS: Fonte: g1, com informações divulgadas pelas farmacêuticas Moderna e MSD.

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