Ao amanhecer o fotógrafo deparou com a cena, de uma figura feminina, no aconchego de seu pala, sorvendo um chimarrão, contemplando o campo branco de geada. Prontamente ele saca de seu celular e capta a imagem, não observou composição, estética e ângulo. Uma foto despretensiosa. Em síntese, uma imagem com a figura humana em primeiro plano num dos pontos de ouro, mas sem equilíbrio. Ela olhando para um vazio e em suas costas uma grande massa escura.
A jovem percebendo a ação coloca-se em "pose" para o fotógrafo. Ele tira a segunda foto.

Qual a melhor imagem?
Na primeira vemos uma foto de quem vê uma imagem natural, a figura humana está com uma postura de quem está encolhida pelo frio, aconchegando a cuia contra seu peito, sorvendo um quente chimarrão, distraída e banhando-se de uma paisagem coberta de gelo. Uma imagem "roubada" que todo fotógrafo não deixa de fazer. Ela ocupa uma pequena parte do cenário, não vemos seis olhos e a face está desfocada. Portanto não se trata de um retrato.
Na segunda vemos uma dama charmosa e elegante, com uma postura de quem se vê do ponto de vista estético de uma modelo. Coloca-se com uma postura ereta, afasta a cuia de seu peito, gesto de quem não se curva para o frio. Comtempla o horizonte olhado e sonhando ao longe um futuro a ser conquistado.
Estas imagens trouxeram opiniões diferentes para um mesmo cenário. Graças a Deus temos opiniões as quais devem ser respeitadas. Só a divergência pode produzir um debate, só ela expõe outro lado, só ela nos faz crescer. É nobre, não se ofender quando esbara com um ponto de vista diferente, mesmo que não concorde, porque não há nada mais cômodo e inútil em concordar.
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