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Domingo, 21 de Julho de 2024

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Os acordos globais e o Brasil no meio disso: Parte 1 - A Pesquisa

Os economistas apoiam esmagadoramente a rápida redução de emissões e a transição de energia para solar ou eólica

Aline Stolz - Papo Ambiental
Por Aline Stolz - Papo Ambiental
Os acordos globais e o Brasil no meio disso: Parte 1 - A Pesquisa
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De acordo com uma nova pesquisa internacional, conduzida pelo Institute for Policy Integrity da NYU School of Law, por estimativas econômicas, os custos do aquecimento global chegarão a trilhões de dólares por ano em breve e devem superar de longe os custos da redução rápida das emissões. Esta é a opinião da maioria dos economistas com conhecimento em mudanças climáticas e se acredita que a crise climática agravará a desigualdade dentro dos países, assim como entre os países.

O estudo “Gauging Economic Consensus on Climate Change” de 2021 identificou 2.169 economistas que publicaram um artigo relacionado à mudança climática em uma revista econômica altamente classificada e recebeu uma taxa de resposta de 34%, através da metodologia de “elicitação de especialistas”,

Os economistas apoiam esmagadoramente a rápida redução de emissões e estão otimistas quanto ao fato de que os principais custos em investimento com tecnologia limpa continuam a cair, além de haver um claro consenso de que o status quo parece muito mais caro do que uma grande transição de energia para solar ou eólica.

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Os custos são frequentemente citados entre os empreendedores como um motivo para atrasar ou evitar uma ação forte sobre a mudança climática, como o afastamento dos combustíveis fósseis. Mas a maior parte das estimativas se baseiam em modelos econômicos que têm sido criticados por muitos economistas por não darem conta dos impactos totais da mudança climática. A administração Biden, por exemplo, está atualmente conduzindo uma revisão do modelo de impacto climático usado pelo governo dos Estados Unidos.

A pesquisa sugere que os economistas estão formando consenso sobre as projeções que apontam que os danos econômicos gerados pelas mudanças climáticas eminentes atingirão cerca de US$ 1,7 trilhão por ano até 2025, e aproximadamente US$ 30 trilhões por ano (5% do PIB mundial ou mais) até 2075 na maioria dos cenários.

Dos entrevistados, 76% também esperam que a mudança climática prejudique, não apenas a produção econômica em anos específicos, mas a taxa de crescimento da economia global, o que significará um amortecimento permanente de nossas perspectivas se não agirmos rapidamente para reduzir as emissões.

Em contraste, o custo da redução de emissões caiu rapidamente à medida que o preço da geração de energia solar e eólica caiu e 65% dos economistas esperam padrões semelhantes de redução de custos para outras tecnologias limpas.

Dois terços dos entrevistados concordaram que os benefícios de atingir emissões líquidas zero até meados do século provavelmente superarão os custos, com apenas 12% de discordância. Esta meta ambiciosa de se atingir o nível zero líquido corresponde aos objetivos do Acordo de Paris, que procura limitar os aumentos de temperatura a 1,5°C – 2°C.

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